sábado, 7 de fevereiro de 2015

Classes Gramaticais


Este primeiro artigo de interpretação de textos que pode ser usado de forma eficaz nas suas aulas. Além de praticar a interpretação de textos você poderá montar listas de apoio para que seus alunos estudem para as provas bimestrais. Para esta atividade não teremos o gabarito, mas você pode interagir com outros leitores por meio dos comentários do site. Antes, no entanto, vamos fazer algumas considerações a respeito da noção de textos.
O estudo da teoria do texto compreende uma série de assuntos que serão discutidos ao longo do livro.
  • Parte/todo
O texto (do latim textu, “tecido”) é um conjunto de partes articuladas e organizadas entre si. Veja o que diz o poeta barroco Gregório de Matos acerca dessa relação:
O Todo sem a parte não é todo
A parte sem o todo não é parte
Mas se a parte o faz todo, sendo parte
Não se diga que é parte, sendo o todo.
Para entender um texto em sua totalidade, é preciso estabelecer a relação entres as partes, visto que o todo é a síntese das partes. Para que o leitor tenha acesso à totalidade, é necessário ainda extrair o tema, o assunto do qual se fala.
O contexto
A palavra contexto pode ser entendida como a situação; em alguns casos, o contexto é o próprio texto, o todo. Se, por exemplo, desconheço o significado de uma palavra, procuro interpretá-la, levando em consideração o assunto desenvolvido e o contexto que a cerca (a situação em que a palavra é inserida).
Na piada a seguir, o duplo contexto cria humor:
O casal de noivos lá na Inglaterra foi conversar com o reverendo para acertarem dia e hora do casamento. Depois de resolverem todos os detalhes, já na hora da saída, a noivinha, muito ingénua e bobinha, olha para o reverendo e pergunta:
— Reverendo, o que o senhor acha do sexo antes do casamento?
E o velho reverendo, calmamente…
— Contanto que não atrase a cerimonia…
A expressão “antes do casamento” pode ser entendida de duas maneiras diferentes, referindo-se a duas situações. Para o casal, significa ter relações sexuais no período anterior ao casamento; para o padre, ter relações sexuais horas antes do casamento.
O conhecimento de mundo
Por vezes, o significado do texto depende de um conhecimento de mundo, de situações vivenciadas pelo leitor. Se este não teve acesso ao conhecimento de mundo exigido, o entendimento do texto será parcial.
A progressão textual
Um texto não é um amontoado de partes, há uma articulação entre os parágrafos, uma organização dos períodos (período: de ponto a ponto; de maiúscula a maiúscula); enfim, há uma progressão lógica que organiza o texto, fazendo com que o leitor entenda claramente o que está sendo exposto. O texto a seguir foi propositalmente alterado, leia-o:
Presidido pelo Senador Gorot., acabado o congresso em Berlim, em Turim e Paris, publicar extratos do artigo do “Mensageiro de Bale”, onde os leitores de minhas obras me ofereceram um banquete fiz.
As orações foram mudadas de sua ordem original de modo que o texto se tornou incompreensível; releia-o em sua ordem natural:
Acabado o congresso, fiz publicar extratos do artigo do “Mensageiro de Bale”, em Berlim, em Turim e Paris, onde os leitores de minhas obras me ofereceram um banquete, presidido pelo Senador Gorot.
A oração “Acabado o congresso” estabelece o tempo em que se realizou a ação da oração subsequente (“fiz publicar…); o conectivo “onde”, por sua vez, recupera os antecedentes “Berlim”,”Turim” e “Paris”, precisando o local em que foi oferecido o “banquete”; a última oração (“presidido…”) compartilha um saber a respeito do “banquete”. A progressão lógica do texto se dá por meio de marcadores de coesão, como conjunções, preposições, pronomes relativos, marcadores temporais (advérbios, locuções adverbiais), e por meio do encadeamento lógico dos períodos e orações (portanto, coesão e coerência).
O implícito
O termo “implícito” refere-se ao fato de algo estar pressuposto, subentendido, nas entrelinhas. Por não estar na superfície do texto, é mais difícil de ser percebido. No discurso literário, o implícito está presente na relação que se estabelece entre a obra e o leitor. Ao ler uma poesia, um conto ou um romance, o leitor sempre vai à procura da mensagem que a obra quer passar e do tema tratado, os quais costumam estar implícitos; tome como exemplo a poesia de Mário Quintana:
Função
Me deixaram sozinho no meio do circo
Ou era apenas um pátio uma janela uma
rua uma esquina
Pequenino mundo sem rumo
Até que descobri que todos os meus gestos
Pendiam cada uma das estrelas por longos
Veja agora a nossa atividade de interpretação de textos.

UM RETRATO DA PRAÇA TEM A SUA GRAÇA

O freguês escolhe a pose. Sozinho ou acompanhado. De pé ou sentado. Se quiser sorrir, sorri. Se não quiser, fica sério. E se precisar de um acessório, o seu Honorino dá um jeito.
— Quer tirar de gravata?
— Acho melhor. É para dar pra noiva.
— Toma lá.
Seu Honorino tem uma gravata pronta para estas ocasiões. Ajuda o freguês a fazer o laço. O freguês quer se pentear? Seu Honorino empresta o pente e segura o espelho. Depois diz para o freguês não mexer e vai para trás da sua máquina. O freguês fica duro.
Sempre tem uma criança que pára de boca aberta para ver seu Honorino trabalhando. Ele prepara a chapa, insere a chapa na sua armação de madeira, destapa a lente, tapa outra vez, diz  “Pronto” para o freguês, depois desaparece dentro do pano preto atrás da máquina.
Visto de uma certa distância, seu Honorino com a cabeça enfiada na máquina sobre o seu tripé parece um monstro de cinco patas. Um estranho centauro de praça, metade homem, metade câmera fotográfica. As crianças se perguntam o que ele faz dentro do pano preto. Boa coisa não pode ser, para fazer escondido.
— Ele está lambendo.
— Lambendo?
— É. É tudo feito com “guspe”. E ele aproveita para comer escondido ali dentro. E come feio.
Mas seu Honorino, quando reaparece, não tem cara de quem andou fazendo coisa feia. A foto está pronta. Digna de um noivo. De gravata.
Tem vezes em que, depois de um batizado, o pessoal sai da igreja direto para a praça e posa para o seu Honorino. A madrinha segurando a fera, o padrinho do lado e o resto da família se espremendo para caber na chapa. Alguém grita: “Olha o passarinho!” e o seu Honorino sempre faz a mesma coisa: olha para o céu e finge que está procurando.
— Onde? Onde?
Quando a pose é de casamento, seu Honorino manda apertar de um lado, apertar do outro, e depois diz:
— Vamos, gente, que o noivo está com pressa.
E todos dão risada, e a noiva tapa a boca para rir também.
Seu Honorino ainda não fotografou nenhum rei, mas capitão, soldado e ladrão, já. Preto, branco, japonês, baixo, alto, gordo, magro e manicure. Anos gêmeos, mulher com o cachorro no colo, uma feia que quando viu a foto quis bater no seu Honorino, namorados, famílias, solitários, certa vez até um macaco de chapéu.
E uma vez apareceu um velhinho pedindo:
— Me retrata.
— Sim senhor. Que tipo de moldura o senhor quer?
O freguês pode escolher vários tipos de moldura para a sua foto. Simples, com rendado, redonda… O velhinho escolheu uma moldura em forma de coração.
Quando seu Honorino destapou a lente, o velhinho sorriu. E na hora de entregar a foto pronta, seu Honorino brincou:
— É para uma namorada?
— Não, é para minha mãe…
Outra vez apareceu um homem carrancudo e perguntou se podia ser com moldura preta. Podia. Seu Honorino pediu para o homem não se mexer, foi para trás da sua máquina, preparou a chapa, e só quando ia destapar a lente viu que o homem estava botando a língua. Saiu a foto com moldura preta do homem botando a língua para Deus sabe que desafeto, porque seu Honorino não teve coragem de perguntar.
Seu Honorino lambe-lambe vai retratando todo mundo.
— Quer tirar de gravata?
— Não precisa. É para mim mesmo e eu já me conheço…
(Estórias do povo brasileiro – Autor anônimo)
1- “Ajuda o freguês a fazer o laço”.  Esta atitude de seu Honorino mostra que:
(    ) o cliente geralmente fica nervoso;
(    ) o freguês quase sempre é de baixo nível sócio-econômico;
(    ) ele pretende melhorar a qualidade da fotografia;
(    ) o fotógrafo é uma pessoa gentil;
(    ) o ambiente da praça não permite que o próprio freguês se arrume;
2-  Que opção abaixo justifica a comparação de seu Honorino com um centauro?
(    ) “a cabeça enfiada na máquina”;
(    ) “parece um monstro de cinco patas”;
(    ) “metade homem, metade câmera fotográfica”;
(    ) “desaparece dentro do pano preto atrás da máquina”;
(    ) “boa coisa não pode ser, para fazer escondido”;
3- Que elemento não pode ser considerado um acessório de um fotógrafo?
(    ) chapa fotográfica e tripé;
(    ) pente;
(    ) cadeira;
(    ) espelho;
(    ) gravata;
4- O emprego da palavra “guspe” objetiva:
(    ) mostrar o pouco grau de estudo do fotógrafo;
(    ) denunciar o pouco grau de estudo de quem adora tirar fotos em praças;
(    ) registrar a pronúncia natural das crianças;
(    ) tornar ainda mais nojenta a palavra;
(    ) denunciar um erro super comum na hora de se digitar;
5- Numere convenientemente, conforme a situação no texto:
(1) noivo                                   (    ) elegância
(2) batizado                              (    ) amor filial
(3) casamento                          (    ) orgulho, vaidade
(4) homem carrancudo             (    ) alegria
(5) velhinho                               (    ) desprezo
A numeração correta é:
(    )  1, 2, 3, 4, 5;
(    )  1, 5, 2, 3, 4;
(    )  5, 4, 3, 2, 1;
(    )  1, 3, 5, 4, 2;
(    )  3, 1, 4, 2, 5;
6- O autor destaca na vida do fotógrafo muitos tipos estranhos em sua profissão. Entre “anões gêmeos, mulher com cachorro no colo e macaco de chapéu”, inclui-se o “velhinho”. Que há de estranho neste episódio?
7- Aponte a característica que não corresponde ao texto lido:
(     ) A história não se acha localizada em nenhuma época determinada;
(     ) O autor não determina o local preciso onde se desenrolam os fatos narrados;
(     ) O texto tem como uma de suas finalidades a diversão do leitor;
(    ) A história narrada é de tipo popular, o que se pode ver pelas situações e personagens do texto;
(     ) Por ser uma história inventada pelo autor, os fatos narrados são totalmente ilógicos;
8-  O texto pode ser definido como:
(     )  crônica de costumes;
(     )  narrativa folclórica;
(     )  estória popular;
(     )  conto sentimental;
(     )  episódio lendário;
9-  Que outro título você daria ao texto?  Por quê?
10-  Quais as várias utilidades da fotografia que você conhece?  Pode uma fotografia ser considerada obra de arte? Comente:

ENTREVISTA

Aos 51 anos o médico paulista Geraldo Medeiros é um dos endocrinologistas brasileiros de maior e mais duradouro sucesso. Numa especialidade em que o prestígio dos profissionais  oscila conforme a moda, há três décadas ele mantém sua fama em ascendência. Em seu consultório de 242 metros quadrados, na elegante região dos Jardins, uma das mais exclusivas de São Paulo, Medeiros guarda as fichas de 32.600 clientes que já atendeu. Mais da metade o procurou para fazer regime de emagrecimento. Sua sala de espera está permanentemente lotada e à vezes é necessário marcar uma consulta com semanas de antecedência. Como professor de Clínica Médica e Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Medeiros já atendeu outros milhares de pacientes. A maioria, porém, foi parar em suas mãos em razão de outra especialidade da qual é mestre: as doenças da tireoide. (Revista Veja nº 567)
1) Quais as informações fundamentais para o texto presentes em seu primeiro período?
a) aos 51 anos – Geraldo Medeiros – endocrinologista
b) Geraldo Medeiros – endocrinologista – de sucesso
c) médico paulista – Geraldo Medeiros – endocrinologista
d) aos 51 anos – médico – endocrinologista
e) médico – Geraldo Medeiros – sucesso
2) Qual a utilidade de ser dada a idade do médico entrevistado logo ao início do texto? a) Indicar sua experiência e capacidade.
b) Mostrar sua vitalidade e competência.
c) Demonstrar sua capacidade e perspicácia.
d) Provar seu conhecimento e juventude.
e) Aludir à sua juventude e vitalidade.
3) O segundo período do texto é construído como explicitação de um dos termos do primeiro período. Qual?
a) médico paulista
b) endocrinologista brasileiro
c) maior sucesso
d) mais duradouro sucesso
e) aos 51 anos
4) Muitos elementos do segundo período repetem elementos do primeiro. Indique a correspondência equivocada entre elementos dos dois períodos.
a) especialidade – endocrinologista
b) prestígio – sucesso
c) profissionais – médico
d) fama – sucesso
e) décadas – 51 anos
5) Que elemento do primeiro período é explicitado no terceiro período?
a) aos 51 anos
b) médico paulista
c) endocrinologistas brasileiros
d) maior sucesso
e) mais duradouro sucesso
6) Entre as duas atividades do médico há uma série de elementos que se opõem. Indique a oposição equivocada.
a) endocrinologista – professor
b) clientes – pacientes
c) emagrecimento – doenças da tireoide
d) marcar uma consulta – parar em suas mãos
e) 32.600 – milhares

DESPERDÍCIO BRASIL

Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios num  país com regras obsoletas e vícios incrustados. O atraso brasileiro é quase sempre atribuído a alguma forma de corporativismo anacrônico ou privilégio renitente que quase sempre têm a ver com o trabalho superprotegido, com leis sociais ultrapassadas e com outras bondades inócuas, coisas do populismo irresponsável, que nos impedem de ser modernos e competitivos.
Raramente falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.
O escândalo causado pela revelação do que os grandes bancos deixam de pagar em impostos não devia ser tão grande, é só uma amostra da subtributação, pela fraude ou pelo favor, que há anos sustenta o nosso empresariado chorão, e não apenas na área financeira. A construção simultânea da oitava economia e de uma das sociedades mais miseráveis do mundo foi feita assim, não apenas pela sonegação privada e a exploração de brechas técnicas no sistema tributário – que, afinal, é lamentável, mas mostra engenhosidade e iniciativa empresarial – mas pelo favor público, pela auto-sonegação patrocinada por um Estado vassalo do dinheiro, cúmplice histórico da pilhagem do Brasil pela sua própria elite.
O Custo Brasil dos lamentos empresariais existe, como existem empresários responsáveis que pelo menos reconhecem  a pilhagem, mas muito mais lamentável e atrasado é o Desperdício Brasil, o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos,  que não chegam à maioria de forma alguma, que não afetam a miséria à sua volta por nenhum canal, muito menos pela via óbvia da tributação. Dizem que com o que não é pago de imposto justo no Brasil daria para construir outro Brasil. Não é verdade. Daria para construir dois outros Brasis. E ainda sobrava um pouco para ajudar a Argentina, coitada. (Luís Fernando Veríssimo)
1) Para entender bem um texto, é indispensável que compreendamos perfeitamente as palavras que nele constam. O item  em que o vocábulo destacado apresenta um sinônimo imperfeito é:
a) “Sempre que se reúnem para LAMURIAR,…” – lamentar-se
b) “…um país com regras OBSOLETAS…” – antiquadas
c) “…e vícios INCRUSTADOS.” – arraigados
d) “…alguma forma de corporativismo ANACRÔNICO…” – doentio
e) “…ou privilégio RENITENTE…” – persistente
2) “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios num  país com regras obsoletas e vícios incrustados.”; o comentário INCORRETO feito sobre os conectores desse segmento do texto é:
a) A expressão sempre que tem valor de tempo.
b) O conectivo para tem ideia de finalidade.
c) A preposição em no termo no Custo Brasil tem valor de assunto.
d) A preposição em no termo num país tem valor de lugar.
e) A preposição com tem valor de companhia.
3) O segmento do texto que NÃO apresenta uma crítica explícita ou implícita às elites dominantes brasileiras é:
a) “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil…”
b) “Raramente (os empresários) falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.”
c) “O escândalo causado pela revelação do que os grandes bancos deixam de pagar em impostos não devia ser tão grande,…”
d) “…pela fraude ou pelo favor, que há anos sustenta o nosso empresariado chorão,…”
e) “O Custo Brasil dos lamentos empresariais existe,…”
4) “…no preço que pagam para fazer negócios num país com regras obsoletas e vícios incrustados.”; na situação textual em que está, o segmento país com regras obsoletas e vícios incrustados representa:
a) uma opinião do empresariado
b) o ponto de vista do autor do texto
c) uma consideração geral que se tem sobre o país
d) o parecer do capitalismo internacional
e) a visão dos leitores sobre o país em que vivem
5) O principal prejuízo trazido pelo Custo Brasil, segundo o primeiro parágrafo do texto, que retrata a opinião do empresariado, é:
a) o corporativismo anacrônico
b) o privilégio renitente
c) trabalho superprotegido
d) populismo irresponsável
e) falta de modernidade e competitividade
6) O corporativismo anacrônico, o privilégio renitente, o trabalho superprotegido e outros elementos citados no primeiro parágrafo do texto indicam, em sua totalidade:
a) deficiências em nosso sistema socioeconômico
b) a consciência dos reais problemas do país por parte dos empresários
c) o atraso mental dos políticos nacionais
d) a carência de líderes políticos modernos e atuantes
e) a posição ultrapassada do governo
7) “Raramente falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.”; os empresários brasileiros raramente falam neste tema porque:
a) são mal preparados e desconhecem o assunto.
b) se trata de um assunto que não lhes diz respeito.
c) se refere a algo com que lucram.
d) não querem interferir com problemas políticos.
e) não possuem qualquer consciência social.
8) “…coisas do populismo irresponsável,…” corresponde a:
a) uma retificação do que antes vem expresso
b) uma ironia sobre o que é dito anteriormente
c) uma explicação dos termos anteriores
d) mais um elemento negativo do país
e) uma crítica sobre a política do país
9) O fato de os bancos deixarem de pagar impostos;
a) faz com que o Brasil se torne a oitava economia do mundo.
b) é prova de nossa modernidade.
c) é comprovação de que estamos seguindo os moldes econômicos internacionais.
d) é mais uma prova de injustiça social.
e) garante investimentos em áreas mais carentes.
10) Subtributação só pode significar:
a) sonegação de impostos
b) ausência de fiscalização no pagamento dos impostos
c) taxação injusta, por exagerada
d) impostos reduzidos
e) dispensa de pagamento de impostos
11) “…pela fraude ou pelo favor…”; os responsáveis, respectivamente, pela fraude e pelo favor são:
a) o empresariado e o poder político
b) o Congresso e o Governo
c) os sonegadores e o empresariado
d) os banqueiros e o Congresso
e) as leis e o capitalismo internacional.
12) Ao dizer que nosso empresariado é chorão, o autor repete uma ideia já expressa anteriormente era:
a) bondades inócuas
b) lamuriar
c) populismo irresponsável
d) atraso
e) trabalho superprotegido
13) Segundo o texto, o Governo brasileiro:
a) prejudica o desenvolvimento da economia.
b) colabora com a elite no roubo do país.
c) não tem consciência dos males que produz.
d) explora as brechas técnicas do sistema tributário.
e) demonstra engenhosidade e iniciativa empresarial.
14) As “brechas técnicas do sistema tributário” permitem:
a) pagamento de menos impostos
b) sonegação fiscal
c) fraude e favor
d) maior justiça social
e) o aparecimento de queixas do empresariado
15) O “Desperdício Brasil” se refere à:
a) ausência de distribuição social das riquezas
b) subtributação patrocinada pelo Estado
c) perda de dinheiro pela diminuição da produção
d) queda de arrecadação por causa do Custo Brasil
e) redução do desenvolvimento na área financeira
16)”…o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos, que não chegam à maioria de forma alguma,…”; representam, respectivamente, a minoria e a maioria:
a) banqueiros / empresariado
b) elite econômica / trabalhadores em geral
c) economistas / povo
d) classes populares / classes abastadas
e) desempregados / industriais
17) “…que não afetam a miséria à sua volta por nenhum canal, muito menos pela via óbvia da tributação”; nesse segmento, o autor do texto diz que os impostos:
a) deveriam ser cobrados de forma mais eficiente.
b) impõem a miséria a todas as classes.
c) causam pobreza nas elites e nas classes populares.
d) não retornam à população de forma socialmente justa.
e) são o caminho mais rápido para o progresso.

PRISÃO DE VENTRE NA ALMA (fragmento)

Todos estamos nos tornando, hoje, mais desconfiados do que no passado.
Com exceção das pessoas que se dispõem a pagar um preço altíssimo por uma unidade monolítica, somos todos bastante divididos interiormente.
Para o bem ou para o mal, vão rareando as convicções inabaláveis. Uma parte de nós quer acreditar, outra é descrente.
Gostaríamos de ter segurança para acreditar em coisas que ninguém pode assegurar que são inteiramente dignas de nossa confiança.
As verdades do crente dependem da fé, enquanto a fé existe.
Mas a fé também pode deixar de existir; ela não depende da razão, nem da ciência; depende de Deus, que a deu e pode tirá-la. O filósofo Pascal já no século XVI afirmava que a nossa razão serve, no máximo, para nos ajudar a fazer apostas mais convenientes.
As verdades científicas, por sua vez, dependem da história, são periodicamente revistas, reformuladas. As novas descobertas e as novas invenções não se limitam a complementar os conhecimentos já adquiridos:
exigem que eles sejam rediscutidos e às vezes drasticamente modificados.
E as verdades filosóficas? Quanto maiores forem os  pensadores que as enunciam, mais acirrada será a controvérsia entre eles. As verdades filosóficas se contradizem, umas questionam as outras.
Somos envolvidos, então, por uma onda de ceticismo. É possível que essa onda já tenha tido alguns efeitos favoráveis à liberdade espiritual dos indivíduos, ao fortalecimento neles do espírito crítico. É possível que ela tenha de algum modo “limpado o terreno” para um diálogo mais desenvolto entre as criaturas, para valores mais comprometidos com o pluralismo, contribuindo para a superação de algumas formas rígidas e dogmáticas de pensar.
Dentro de limites razoáveis, o ceticismo atenua certezas, suaviza conclusões peremptórias e abre brechas no fanatismo. Na medida em que se espraia indefinidamente, contudo, ele traz riscos graves. A própria dinâmica de um ceticismo ilimitado apresenta uma contradição insuperável.
O poeta Brecht expressou esse impasse num poeminha que tem apenas três versos e que não pode deixar de ser reproduzido aqui: “Só acredite no que seus olhos vêem e no que seus ouvidos escutam. Não acredite nem no que seus olhos vêem e seus ouvidos escutam. E saiba que, afinal, não acreditar ainda é acreditar.”
Realmente, quem não acredita, para estar convencido de que não está acreditando, precisa acreditar em seu poder de não acreditar.
Aquele que não crê, curiosamente, está crendo na sua descrença. (Leandro Konder)
1) “…as pessoas que se dispõem a pagar um preço altíssimo por uma unidade monolítica…”; com esse segmento o autor do texto quer referir-se:
a) àquelas pessoas que, tendo possibilidades, procuram aumentar sua cultura a ponto de superarem as dúvidas.
b) aos indivíduos que se sacrificam interiormente em troca de uma consistência psicológica que os defenda de divisões internas.
c) às pessoas que se dispõem a viver sozinhas, separadas de todos os demais, a fim de evitar sofrimento inútil.
d) àqueles que imaginam viver em comunhão com Deus de modo fiel e, pela fé, superar os obstáculos.
e) àqueles céticos que defendem seu ateísmo de forma a mostrarem uma unidade de pensamento que, na verdade, não possuem.
2) “Uma parte de nós quer  acreditar, outra é descrente.” O par de vocábulos abaixo que não poderia substituir, respectivamente, de forma adequada, os elementos sublinhados é:
a) quer ter fé / pecadora ;
b) quer crer / incrédula ,
c) quer confiar / desconfiada.
d) quer dar crédito / cética
e) quer ter certeza / insegura
3) A divisão interna do ser humano, segundo o texto:
a) está mais ligada à perda da fé, que nos é dada ou tirada por Deus, do que à perda da credibilidade na ciência ou na filosofia.
b) se prende unicamente à contradição das verdades filosóficas, que se apoiam na maior ou menor credibilidade de seus enunciadores.
c) se origina da perda de nossas convicções, sejam na religião, na ciência ou na filosofia.
d) é própria da natureza humana, que não consegue criar, nem na religião, nem na ciência ou na filosofia, algo confiável.
e) é altamente positiva, já que nos livra do fanatismo e dos radicalismos de qualquer espécie.
4) Segundo o texto, as novas descobertas e as novas invenções:
a) servem para mostrar a força criativa do homem, opondo-se a “verdades definitivas”.
b) mostram o progresso dos conhecimentos científicos, criado a partir da correção dos erros anteriores.
c) discutem e modificam, além de desmascararem, todas as teorias científicas do passado.
d) demonstram a incapacidade da ciência de atingir a verdade, pois estão sempre corrigindo o caminho percorrido.
e) comprovam que a ciência também tem suas verdades permanentemente renovadas, pela complementação ou correção do já descoberto.
5) O ceticismo, segundo o texto, apresenta como aspecto positivo:
a) o aparecimento de um forte radicalismo crítico
b) a queda do pluralismo, que sempre desuniu os homens
c) o reconhecimento da possibilidade de várias verdades
d) o surgimento de formas mais rígidas e dogmáticas de pensar
e) a possibilidade de ampliar as brechas do fanatismo
6) O poeta Brecht é citado no texto para:
a) trazer sensibilidade ao tratamento do tema.
b) opor-se a uma teoria dominante.
c) comprovar a falência dos sentidos humanos.
d) ilustrar a contradição interna do ceticismo.
e) valorizar a força da fé.
7) O texto de Leandro Konder deve ser considerado como:
a) didático
b) informativo
c) argumentativo
d) expressivo
e) narrativo

Texto do Jorge Amado

Responda as questões de 1 a 10 de acordo com o texto abaixo:
O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados; o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada.
Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema de minha descrição.
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos.
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas.
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro “As Viagens de Gulliver”, depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norte-americano não figurava entre os prediletos do padre Cabral.
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, minha primeira prisão. (Jorge Amado)
1. Padre Cabral, numa determinada passagem do texto, ordena que os alunos:
a) façam uma descrição sobre o mar;
b) descrevam os mares encapelados de Camões;
c) reescrevam o episódio do Gigante Adamastor;
d) façam uma descrição dos mares nunca dantes navegados;
e) retirem de Camões inspiração para descrever o mar.
2. Segundo o texto, para executar o dever imposto por Padre Cabral, a classe toda usou de um certo:
a) conhecimento extraído de “As viagens de Gulliver”;
b) assunto extraído de traduções de ficcionistas ingleses e franceses;
c) amor por Charles Dickens;
d) mar descrito por Mark Twain;
e) saber já feito, já explorado por célebre autor.
3. Apenas o narrador foi diferente, porque:
a) lia Camões;
b) se baseou na própria vivência;
c) conhecia os ficcionistas ingleses e franceses;
d) tinha conhecimento das obras de Mark Twain;
e) sua descrição não foi corrigida na cela de Padre Cabral.
4. O narrador confessa que no internato lhe faltava:
a) a leitura de Os Lusíadas;
b) o episódio do Adamastor;
c) liberdade e sonho;
d) vocação autêntica de escritor;
e) respeitável personalidade.
5. Todos os alunos apresentaram seus trabalhos, mas só foi um elogiado, porque revelava:
a) liberdade;
b) sonho;
c) imparcialidade;
d) originalidade;
e) resignação.
6. Por ter executado um trabalho de qualidade literária superior, o narrador adquiriu um direito que lhe
agradou muito:
a) ler livros da estante de Padre Cabral;
b) rever as praias do Pontal;
c) ler sonetos camonianos;
d) conhecer mares nunca dantes navegados;
e) conhecer a cela de Padre Cabral.
7. Contudo, a felicidade alcançada pelo narrador não era plena. Havia uma pedra em seu caminho:
a) os colegas do internato;
b) a cela do Padre Cabral;
c) a prisão do internato;
d) o mar de Ilhéus;
e) as praias do Pontal.
8. Conclui-se, da leitura do texto, que:
a) o professor valorizou o trabalho dos alunos pelo esforço com que o realizaram;
b) o professor mostrou-se satisfeito porque um aluno escreveu sobre o mar de Ilhéus;
c) o professor ficou satisfeito ao ver que um de seus alunos demonstrava gosto pela leitura dos clássicos portugueses;
d) a competência de saber escrever conferia, no colégio, tanto destaque quanto a competência de ser bom atleta ou bom em matemática;
e) graças à amizade que passou a ter com Padre Cabral, o narrador do texto passou a ser uma personalidade no colégio dos jesuítas.
9. O primeiro dever… foi uma descrição… Contudo nesse texto predomina a:
a) narração;
b) dissertação;
c) descrição;
d) linguagem poética;
e) linguagem epistolar.
10. Por isso a maioria dos verbos do texto encontra-se no:
a) presente do indicativo;
b) pretérito imperfeito do indicativo;
c) pretérito perfeito do indicativo;
d) pretérito mais que perfeito do indicativo;
e) futuro do indicativo.
Releia a primeira estrofe e responda as questões de 11 a 13
Cheguei, Chegaste, Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada.
E a alma de sonhos povoada eu tinha.
11. À ordem alterada, que o autor elabora no texto, em busca da eufonia e ritmo, dá-se o nome de:
a) antítese;
b) metáfora;
c) hipérbato;
d) pleonasmo;
e) assíndeto.
12. E a alma de sonhos povoada eu tinha. Na ordem direta fica:
a) E a alma povoada de sonhos eu tinha.
b) E povoada de sonhos a alma eu tinha.
c) E eu tinha povoada de sonhos a alma.
d) E eu tinha a alma povoada de sonhos.
e) E eu tinha a alma de sonhos povoados.
13. Predominam na primeira estrofe as orações:
a) substantivas;
b) adverbiais;
c) coordenadas;
d) adjetivas;
e) subjetivas.
Releia a segunda estrofe para responder as questões de 14 a 17:
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha
14. O objetivo preso (presa) refere-se a:
a) estrada;
b) vida;
c) minha mão;
d) tua mão;
e) vista.
15. Coloque nos espaços em branco os verbos ao lado corretamente flexionados no imperativo afirmativo segunda pessoa do singular.
……………………………(parar) na estrada da vida; ……………………(manter) a luz de teu olhar.
a) pára – mantém
b) paras – manténs
c) pare – mantenha
d) pares – mantenhas
e) parai – mantende
16. Tive da luz que teu olhar continha. Com luz no plural teríamos que escrever assim:
a) Tive das luzes que teu olhar continha.
b) Tive das luzes que teus olhares continha.
c) Tive das luzes que teu olhar continham.
d) Tive das luzes que teus olhares continham.
e) Tiveram das luzes que teus olhares continham.
17. Tive da luz que teu olhar continha.
A oração destacada, em relação ao substantivo luz, guarda um valor de:
a) substantivo;
b) adjetivo;
c) pronome;
d) advérbio;
e) aposto.
Releia as duas últimas estrofes para responder as questões de 18 a 20:
Hoje, segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
18. Sujeito do verbo umedecer (umedece):
a) a partida;
b) os teus olhos;
c) tu;
d) ela;
e) o pranto.
19.  O verbo comover (comove) refere-se no texto (e por isso concorda com ela) à palavra:
a) o pranto;
b) a dor;
c) teus olhos;
d) te;
e) partida.
20.  Assinale a alternativa onde aparece um verbo intransitivo.
a) Hoje seques de novo.
b) Nem o pranto os teus olhos umedece.
c) Nem te comove a dor de despedida.
d) E eu, solitário, volto a face.
e) Vendo o teu vulto.
Gabarito dos exercício de interpretação
01.A, 02. E, 03. B, 04. C, 05. D, 06. A, 07. C, 08. D, 09. A, 10. C
11. C, 12. D, 13. C, 14. D, 15. A, 16.A, 17. B, 18. E, 19. B, 20.A

CORPO

Na doença é que descobrimos que não vivemos sozinhos, mas sim encadeados a um ser de um reino diferente, de que nos separam abismos, que não nos conhece e pelo qual nos é impossível fazer-nos compreender: o nosso corpo.
Qualquer assaltante que encontremos numa estrada, talvez consigamos torná-lo sensível ao seu interesse particular, senão à nossa desgraça. Mas pedir compaixão a nosso corpo é discorrer diante de um polvo, para quem as nossas palavras não podem ter mais sentido que o rumor das águas, e com o qual ficaríamos cheios de horror de ser obrigados a viver. (Proust)
1) Segundo o texto, o nosso corpo:
a) tem plena consciência de viver encadeado a um ser diferente.
b) conhece perfeitamente o outro ser a que está encadeado.
c) é separado de nossa alma por um abismo intransponível.
d) se torna conhecido pouco a pouco.
e) só na doença é que tem sua existência reconhecida.
2) A conjunção mas  (linha 1) opõe basicamente duas palavras do texto, que são:
a) descobrimos / vivemos
b) sozinhos / encadeados
c) vivemos / encadeados
d) doença / reino
e) sozinho / ser
3) “…pelo qual nos é impossível fazer-nos compreender.”; esse segmento do texto quer dizer que:
a) não nos é possível fazer com que nosso corpo nos compreenda.
b) é impossível compreender o nosso corpo.
c) é possível fazer com que alma e corpo se entendam.
d) é impossível ao corpo compreender o ser humano.
e) o corpo humano pode compreender mas não pode ser compreendido.
4) “Qualquer assaltante que encontremos…”; nesse segmento, o uso do subjuntivo mostra uma:
a) certeza
b) comparação
c) possibilidade
d) previsão
e) condição
5) O item abaixo em que o pronome sublinhado tem  seu antecedente corretamente indicado é:
a) “…ao seu interesse particular…”: corpo
b) “…para quem as nossas palavras…”: assaltante
c) “…de que nos separam abismos…”: sozinhos
d) “…e com o qual ficaríamos…”: águas
e) “…talvez consigamos torná-lo…”: assaltante
6) “…senão  à nossa desgraça.”; o vocábulo sublinhado equivale, nesse segmento,
a) ou
b) exceto
c) salvo
d) e não
e) se
7)”…é discorrer diante de um polvo.”; esse segmento do texto representa uma tarefa:
a) trabalhosa
b) inútil
c) frutífera
d) temerosa
e) destemida

A CIÊNCIA

I – A ciência permanecerá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; ela fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui para melhorar a própria sorte. (Renan)
II-A ciência, que devia ter por fim o bem da humanidade, infelizmente concorre na obra de destruição e inventa constantemente novos meios de matar o maior número de homens no tempo mais curto. (Tolstói)
III -Faz-se ciência com fatos, como se faz uma casa com pedras; mas uma acumulação de fatos não é uma ciência, assim como um montão de pedras não é uma casa. (Poincaré)
1) A(s) opinião(ões) que traduz(em) uma visão negativa da ciência é(são):
a) I
b) II
c) III
d) I-II
e) II-III
2) Segundo o segmento I, a curiosidade é:
a) a satisfação de nosso desejo
b) o caminho de melhorar a própria sorte
c) o único meio de obter satisfação
d) o desejo mais alto da nossa natureza
e) sinônimo da própria ciência
3) O “desejo mais alto”, citado no segmento I, significa o desejo:
a) mais contido
b) mais difícil
c) mais problemático
d) mais intenso
e) mais espiritual
4) O emprego do futuro do presente do indicativo no segmento I significa:
a) certeza dos fatos futuros
b) possibilidade de fatos futuros
c) incerteza dos fatos futuros
d) dúvida sobre os fatos futuros
e) desejo do autor sobre os fatos futuros
5) “…para melhorar a própria sorte.”; o vocábulo  sorte, nesse segmento, equivale semanticamente a:
a) futuro
b) felicidade
c) infortúnio
d) horóscopo
e) destino
5) No segmento II, o uso do pretérito imperfeito do indicativo em “…devia ter por fim o bem da humanidade…” significa que:
a) a finalidade da ciência está equivocada.
b) o ideal da ciência, no passado, era o bem da humanidade.
c) a realidade é diferente da finalidade ideal da ciência.
d) a realidade confirma o ideal científico.
e) sob certas condições a ciência atinge o seu ideal.
6) “…infelizmente concorre na obra de destruição…”; nesse segmento, o verbo concorrer equivale semanticamente a:
a) compete; rivaliza
c) prejudica :
d) colabora
e) combate
7) “…bem da humanidade…”, “…obra de destruição…”, “…novos meios de matar…”; as expressões sublinhadas são respectivamente correspondentes a:
a) humano, destrutiva, mortíferos
b) humanitário, destruidora, homicidas
c) humanista, destrutiva, assassinos
d) humano, destruidora, violentos
e) humanitário, destruidora, mortais
8) Vocábulos que no segmento II mostram a opinião do autor do texto sobre o conteúdo veiculado é:
a) infelizmente / devia
b) constantemente / infelizmente
c) por fim / devia
d) destruição / ciência
e) constantemente / destruição
9) “…matar o maior número de homens no tempo mais curto”, como aparece no segmento II, demonstra:
a) violência inútil
b) crueldade necessária
c) qualidade suprema
d) eficácia positiva
e) eficiência mórbida
10) “…como se faz uma casa com pedras…”, no segmento III, corresponde a uma:
a) condição
b) causa
c) conseqüência
d) comparação
e) concessão
11) No segmento III, os dois termos que se encontram nos mesmos postos de comparação são:
a) ciência / pedras
b) fatos / casa
c) ciência / casa
d) ciência / fatos
e) casa / pedras
12) O que nos três segmentos do texto 3 mostra um ponto comum da ciência é que ela é vista como:
a) um bem para a humanidade
b) um conhecimento subjetivo
c) uma esperança de progresso
d) uma certeza de sobrevivência
e) uma atividade humana

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