quinta-feira, 3 de julho de 2014

modelos de dissertação-

MODELOS DE DISSERTAÇÃO EM PROSA - TEXTOS DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVOS

A FALTA DE VONTADE POLÍTICA QUANTO À VIOLÊNCIA

Antigamente, quando se falava em assalto, todos ficavam apavorados, sabendo que se tratava de uma situação específica e que dificilmente voltaria a repetir-se; hoje esse ato já é considerado “normal”, e essa normalidade têm tornado as autoridades desmotivadas a resolver, de fato, a situação. Simples: não lhes interessa que as pessoas fiquem sossegadas, sem depender dos discursos e falatórios em época de campanha.

Se todos estivessem em situação de paz, se o número de assaltos e de delitos fosse pequeno e , portanto, não houvesse preocupação, o que os candidatos proporiam em época de eleição? Qual seria o argumento para se pedir voto? É visível o desinteresse e a “desresponsabilização” daqueles que deveriam garantir aquilo a que nossos impostos se destinam. O Governo Federal culpa os Estados que culpam o Governo Federal, e os Municípios, estes nem reclamar podem e, se o fazem, não são ouvidos.

Resolver o problema da violência é tarefa quase impossível. Por mais que se fale que a educação previne a violência, a abordagem atual é de solucionar algo que se arrasta há muito tempo, portanto, medida emergencial. Mas, havendo vontade política, esse quadro alarmante de insegurança da população poderá mudar muito nos próximos anos. É preciso entender que a educação já deveria ter sido valorizada antes para que o drama não ocorresse hoje. Mas, como isto se dá a longo prazo, atitudes firmes precisam ser, urgentemente, tomadas.

A população precisa arregaçar as mangas e tomar uma posição frente ao descaso da segurança. Chega de ser lesado o tempo todo, com falácias inconcretas, que não eliminam tal realidade. Mobilizar-se, cobrar das autoridades, organizar-se civilmente seria uma sugestão interessante de se seguir. Caso contrário, daqui a dez anos, talvez nem estejamos vivos para reivindicar.



MERCADO DE TRABALHO: QUALIFICAÇÃO E INICIATIVA

O mercado de trabalho nunca foi uma expressão tão utilizada como agora. A preocupação por um futuro promissor, mais do que nunca, tem sido muito percebida nos dias atuais, em que se exige muita qualificação profissional e capacidade de iniciativa.

(INTRODUÇÃO)

Ser profissional não é simplesmente atuar numa área de trabalho, ter um emprego e exercer algumas funções. Quem não procura melhorar naquilo que realiza, obtendo cada vez mais informações para otimizar o serviço prestado tem a iminência do desemprego à sua frente. Não se admite mais o trabalho baseado no senso comum, sem o mínimo de conhecimento técnico-científico que permita a esse profissional satisfazer as necessidades contemporâneas, inclusive sendo versátil, quando preciso.
(DESENVOLVIMENTO – 1º ARGUMENTO)
Outro elemento decisivo para a manutenção do emprego é a iniciativa. E ela está intimamente ligada ao trabalho em equipe. Colaborar para que uma tarefa seja realizada, mesmo não sendo diretamente ligada àquilo que se faz, contribui para o fortalecimento daquele grupo, empresa, instituição pública ou qualquer outra esfera. Eis aí um dos fatores mais importantes para ser absorvido pelo mercado de trabalho, cuja ausência provoca um efeito contrário, de conseqüências traumáticas.

(DESENVOLVIMENTO – 2º ARGUMENTO) 

Nos dias atuais, o profissional que quiser ser bem-sucedido precisa reunir uma série de características, trabalhar em vários campos, relacionar-se bem com as pessoas e ser completamente dedicado. A situação em que se encontra a economia não dá chances a deslizes, por menores que sejam, e cabe a todo profissional a busca incessante para que o tal mercado de trabalho deixe de ser um monstro e passe a ser a solução.

(CONCLUSÃO – SUGESTÃO OU SOLUÇÃO)


REALITY SHOWS: É SÓ MUDAR DE CANAL


Os reality shows dividem a  opinião dos brasileiros, alimentando uma antiga discussão sobre a programação de nossas emissoras, especialmente no gênero entretenimento. No debate, é costume focar-se na questão que envolve a exposição demasiada da vida dos participantes, apelo sexual e conflitos por uma vaga na final, com a chance de se faturar uma premiação excepcional em dinheiro, principal objetivo dos integrantes.

Hoje, o mais famoso desses programas é o BBB - Big Brother Brasil. Iniciado há cerca de dez anos, o atrativo já viveu dias de maior credibilidade. O questionamento mais fervoroso deu-se no início de 2012, quando foi veiculado vídeo contendo cenas de sexo entre Monique e Daniel, supostamente sem o consentimento dela. Fatos dessa natureza reforçam a tese dos que se dizem contra esse tipo de programação, por se apresentar vulgar e com maus exemplos de conduta. 
Na verdade, as emissoras de TV que oferecem esse modelo de atração lucram bastante com os anunciantes e não estariam nem um pouco dispostos a substituí-los por programas educativos, culturais, o que seria bem melhor para o país. Por esse mister, tal idéia é incogitável. No entanto, aqueles que - por acaso - nao afinam com tal atração têm - hoje muito mais do que antes - opções abundantes para escolher gêneros diferentes, sem se incomodarem com os reality shows.
Logo, apesar de se conceber como uma programação que de fato não acrescenta muito para quem deseja algo com mais conteúdo cultural ou educativo, bani-la seria enfatizar a censura dos tempos ditatoriais, atitude que não fazer parte dos dias atuais. Afinal, se o telespectador não suporta tais programas têm - democraticamente - a liberdade de ignorá-los. É só mudar de canal, e o Estado Democrático de Direito reinará quase que absoluto.


O BRASIL COMO 6ª ECONOMIA MUNDIAL: CONTRADIÇÃO


Não há como negar que o Brasil tem sido observado de modo diferente no cenário econômico internacional. Em pouco mais de uma década, o salto dado pelo País começou a provocar o interesse de investidores e tornou-se possível não somente superar a grande crise mundial, mas também conquistar o posto de 6º lugar entre os países mais industrializados. Contraditoriamente, tal avanço não foi convertido ainda em melhorias concretas à população.

Um dos pontos que explicam tal paradoxo é a falta de investimento em educação e tecnologia, problema eternamente insolúvel, mesmo agora com a situação favorável. Escolas ainda sem equipamentos de informática, professores sem formação e, consequentemente, mal remunerados; áreas de ciências exatas (física, química e matemática) sem profissionais disponíveis; cidadãos sem o mínimo nível de leitura e compreensão textual. Tais aspectos travam o desenvolvimento do país, especialmente quando se sabe que o Governo facilita a entrada nas universidades, sem ter-se focado no ensino básico, inversão prejudicial ao crescimento.


Outro fator que se torna contrastante ao bom momento econômico que o Brasil atravessa é a má distribuição de renda, mais um crônico problema. A riqueza existente foi parar nas mãos de pouquíssimos indivíduos, enquanto grande parte da população brasileira vive - se não de esmolas como antes - mas do Programa Bolsa Família, cujo valor global é gigantesco, porém individualmente é irrisório.
Nessa perspectiva, a dualidade reforça a idéia de que não basta estar entre os mais ricos; é preciso que isso se converta em mais educação, mais cultura, maior qualificação. Quando se têm esses bens acessíveis, a distribuição de renda passa a ser mais justa e a diferença entre ricos e pobres diminui. Dessa forma, seria vantajoso ter a 6ª economia mundial. Do contrário, só os que já são privilegiados continuarão a se beneficiar.



ABORTO DE ANENCÉFALOS: O TRIBUNAL ACERTOU?


Como se sabe, o Brasil é um país predominantemente cristão, o que acaba interferindo nos posicionamentos sobre assuntos polêmicos, como aborto, união homossexual, divórcio. A descriminalização do aborto de anencéfalos provocou reações da sociedade, em que alguns perderam a real noção do papel atribuído ao STF, como se aquele Colegiado tivesse de levar em conta aspectos como religiosidade, moralidade, compaixão.
A Justiça, em vários casos, já aprovou inúmeros procedimentos para retirada de fetos nascidos com anencefalia (sem partes do cérebro). O que o Supremo Tribunal Federal fez simplesmente foi tornar lícito esse ato, sem a necessidade de autorização judicial, como ocorria antes da votação. Se uma mãe comprovar a anencefalia de seu embrião, não precisará ficar a espera vários meses até que um juiz sensível resolva a situação. Isso alivia a situação de muita gente que precisava passar pela provação de 9 meses, sabendo que o filho poderia morrer assim que nascesse.
Como o Brasil é um país cuja religiosidade é notória, faz-se compreensível que haja questionamentos de segmentos contrários à prática do aborto em qualquer circunstância. No entanto, tais grupos devem ter em mente o sofrimento que uma família atravessa ao ser dignosticada a anencefalia. O órgão máximo de justiça brasileiro não teve por finalidade incentivar a prática indiscriminada desse procedimento, como muitos afirmam, visto que tal decisão é individual e intransferível, sendo respeitados os posicionamentos de cada cidadão.
Como se pode observar, a decisão do Tribunal Supremo não se trata de uma afronta à vida. A votação por 8 x 2 considerou aspectos jurídicos, baseados na cessão do direito à livre escolha que, segundo os juízes, não afeta a vida, visto que ela ainda não se constitui quando se trata de feto. A decisão foi, sim, acertada, especialmente porque faculta à mãe, proprietária do corpo e do embrião, a realizar ou não, conforme seu desejo, o aborto de anencéfalo.


O STF RATIFICA A CONSTITUIÇÃO: IGUALDADE PARA TODOS


A aprovação da união civil entre homossexuais, como se poderia esperar, tem causado posicionamentos extremos pela sociedade, cuja população discute o acerto ou equívoco por parte do Tribunal máximo do País, à maioria das vezes com bases religiosas e moralistas. 
Alguns pontos não devem ser esquecidos, que são a amoralidade, arreligiosidade e neutralidade total do STF. Colegiado de caráter jurídico, os ministros votaram a matéria, tomando como base princípios defendidos e - melhor - garantidos pela Constituição Federal, segundo a qual todos têm os mesmos direitos enquanto cidadãos brasileiros. Isso inclui negros, brancos, homens, crianças, crédulos, incrédulos, heteros e homossexuais, sem distinção, os quais, constituindo família, devem assegurar tudo o que lhes for devido, durante tal "contrato matrimonial". 
Embora alguns segmentos motrem-se contrários à decisão, por princípios religiosos e morais, especialmente - os quais também precisam ser respeitados - não podem esquecer-se que a moral e a religião devem primar pela equidade e pela justiça, aspectos fundamentais na construção de um Estado Democrático de Direito. Em nenhum momento, é viável pensar num incentivo à prática homossexual, mesmo porque não é competência de um plenário jurídico ocupar-se de temas ligados estritamente à sexualidade.
Nessa perspectiva, o Supremo Tribunal Federal, a despeito de muitos questionamentos que possa haver cumpriu o papel que dele se espera sempre: garantir que os cidadãos de uma nação - independentemente de qualquer particularidade - vivam dignamente sem distinção qualquer que venha a afrontar os seus direitos, enquanto parte de um país democrático.

domingo, 22 de junho de 2014

texto reflexivo- sociologia

Texto reflexivo: A arte do silêncio

“A  ARTE DO SILÊNCIO” ( Autor desconhecido)
 Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o vizinho. No tribunal, o vizinho disse ao juiz: - Comentários não causam tanto mal… E o juiz respondeu: – Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença! O vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: – Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem! – Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu: – “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.” “Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”

Trabalhos de Sociologia

ITrabalho em grupo de até 4 pessoas
Leia o texto atentamente:
Amala e Kamala eram duas meninas que foram descobertas em 1921, numa caverna da Índia, vivendo com lobos. Essas crianças, que na época tinham aproximadamente idade de 4 e 8 anos, foram levadas para um asilo e passaram a ser observadas por estudiosos. Amala, a mais jovem, não resistiu à nova vida. A outra, porém, viveu mais uns oito anos. Ambas apresentavam hábitos alimentares bastante diferentes dos nossos. Como fazem normalmente os animais, elas cheiravam a comida antes de tocá-la, dilacerando os alimentos com os dentes e poucas vezes fazendo o uso das mãos como instrumento para beber e comer. Possuíam aguda sensibilidade auditiva e desenvolvimento do olfato para a carne. Para se locomover apoiavam-se sobre as mãos e os pés, adotando uma marcha quadrúpede, como faziam os antigos companheiros, os lobos. Kamala, por exemplo, levou seis anos para utilizar a marcha ereta. Notou-se também que Kamala não se sentia à vontade na companhia de outras pessoas, preferindo a dos animais, que se entendiam maravilhosamente com ela, jamais se espantando quando de sua aproximação.
(A. Xavier Teles, Estudos Sociais, p. 115-116) Texto adaptado de OLIVEIRA, Pérsio. Introdução à sociologia. 2005, p. 17-18.
QUESTÕES
A partir dos conceitos estudados, responda:
1) Explique o que é isolamento social e quais os mecanismos que reforçam este tipo de comportamento?
2) Porque um indivíduo criado fora da convivência humana não se torna humano?
3) Kamala se sentia mais à vontade com animais do que com humanos, explique por quê?
4) Vocês concordam com a afirmação “O homem é por natureza um animal social”? Explique.

TEMA I: CIDADANIAquarta-feira, mai 9 2012 

O que é Cidadania
A origem da palavra cidadania vem do latim “civitas”, que quer dizer cidade. A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. Segundo Dalmo Dallari:
“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.
(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14)
No Brasil, estamos gestando a nossa cidadania. Damos passos importantes com o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temos que andar. Ainda predomina uma visão reducionista da cidadania (votar, e de forma obrigatória, pagar os impostos… ou seja, fazer coisas que nos são impostas) e encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?, a «engolir sapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levar a sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele.
Os direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitas vezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está em cima para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e intervenção social.
A cidadania não surge do nada como um toque de mágica, nem tão pouco a simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. É necessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. Simplesmente porque existe o Código do Consumidor, automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos direitos do consumidor ou então estes direitos se tornarão efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel.
Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética.
A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos nossos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania.
ATIVIDADE
1. Qual a origem da palavra cidadania e o que significa?
2. Na Roma antiga, a palavra cidadania foi usada para indicar o que?
3. Quando o autor diz que no Brasil ainda predomina uma visão reducionista de cidadania, o que ele pretende dizer?
4. Para Dallari, o que é cidadania?
5. Para o autor, como é conquistada a cidadania?
6. Você exerce cidadania? Como?
CONTATO PRIMÁRIO
- onde há: simpatia, afeição, amor, lealdade, consideração: família, grupo de brinquedo, pequena vila, etc;
- onde as relações são: espontâneas, informais, sentimentais, íntimas, pessoais, intensas, completas, relativamente permanentes, um fim em si mesmas;
- onde os indivíduos: tentam assumir os papéis dos outros; identificar-se continuamente uns aos outros; compartilhar quase a totalidade de suas respectivas experiências, alegrias, tristezas, esperanças, sucessos e fracassos;
- onde o controle social é intenso, efetivo, poderoso devido às “expectativas de comportamento” e “direitos morais” que os outros vêm a exercer sobre cada indivíduo
.
CONTATO SECUNDÁRIO
- onde há atitudes de indiferentismo, falta de intimidade, de interesse pessoal;
- onde há atitudes de indiferentismo, falta de intimidade, de interesse pessoal;
- onde as relações sociais são: premeditadas, formais, racionais distantes, impessoais, frouxas, fragmentadas, transitórias, antes meios para fins do que um fim em si mesmas;
- onde os indivíduos não tentam: assumir os papéis dos outros; identificar-se uns aos outros; compartilhar de suas respectivas experiências;
- onde o controle social é fraquíssimo, devido ao fato de cada indivíduo não sentir-se na necessidade de corresponder às “expectativas de comportamento”.
Algumas atitudes podem levar o indivíduo a um Isolamento Social, dificultando o convívio deste com os grupos sociais.
Abaixo apresentam-se alguns tipos de atitudes sociais, que podem reforçar o isolamento social dos indivíduos:
Isolamento social de ordem Individual e social.
De ordem social.
- Atitudes que envolvem vários tipos de preconceitos: anti-semitismo (doutrina ou movimento contra os judeus), apartheid (sistema de segregação racial que era praticado na África do Sul privilegiando a maioria branca) e preconceitos diversos tais como: cor, religião, sexo etc.
De ordem individual
- Atitudes que ocorrem quando o individuo é levado pela timidez, desconfiança e preconceito, se agregando a um grupo com as suas mesmas características.
Portanto as relações de convívio social, nesta nova sociedade globalizada, podem favorecer o convívio social ou o isolamento.

CONVÍVIO SOCIAL E ISOLAMENTOquarta-feira, mai 9 2012 

CONVÍVIO SOCIAL E ISOLAMENTO
A vida em grupo é uma exigência da natureza humana. O homem necessita de seus semelhantes para sobreviver. Conceitos Básicos para compreensão sociológica parte 1
Sociabilidade
Capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade.
Socialização
É o processo social global pelo qual o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu. Assimilando o conjunto de hábitos e costumes.
Contato Social
 É a base da vida social, é a fase da associação humana onde ocorre as interações sociais.
• Contato Primário
São os contatos pessoais, diretos (face a face) e que têm uma forte base emocional. Onde as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. Ex.: familiares, vizinhos (amigos/escola)
 • Contato Secundário
São contatos impessoais, calculados, formais: é mais um meio para atingir determinado fim. Ex.: relações de trabalho, relação que se estabelece entre o passageiro e o cobrador do onibus, o caixa do banco e o cliente… A história demonstra que “o convívio social foi e continua sendo decisivo para o desenvolvimento da humanidade” (OLIVEIRA, 2005, p. 118-19).
• Sociabilidade + Contato primário + Contato secundário = Socialização
Com advento da globalização e de novas tecnologias aprofundam-se as transformações da sociedade. Novas formas de sociabilidade surgem nos grandes centros urbanos. O “tribalismo”, em um sentido amplo, que ultrapassa o sentido comum ligado à idéia de tribos indígenas, se torna uma das formas de expressão desses novos tipos de sociabilidade, como os punks, os surfistas, os skinheds, os funkeiros, as torcidas organizadas de futebol e as gangues da periferia urbana. Eles se reúnem em torno de afinidades ou interesses. Novas “tribos” também estão surgindo a partir do desenvolvimento de novas tecnologias da informação e da internet com as comunidades virtuais. Nestas e em outras formas de convívio social (socialização), o compartilhamento entre os indivíduos se dá pelos contatos sociais, seja ele do tipo primário ou secundário. continua na parte 2
1.      Índio bom de ouvido
Certo dia passando pela rua, um cidadão dá de cara com um índio deitado no chão com um dos ouvidos para o asfalto. O cidadão chega mais perto, e o índio diz:
- Corsa branco, ao 2006, placa CNQ-3054, modelo flexpower…
Impressionado com as informações do índio, o cidadão diz:
- Nossa índio,apenas pelo tremor da terra você sabe de tudo isso???
O índio, com um olhar de revolta, diz ao cidadão:
- Claro que não idiota, num tá vendo que eu fui atropelado!!!
Faça um comentário sobre essa piada em relação as orientações dadas em sala de aula.

Desigualdades Sociais - Sociologia

Questões sobre: As desiqualdades sociais

 
01 - (UEL – 2003) Observe os quadrinhos:
 
(QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1992).

Os quadrinhos ilustram uma forma comum de explicar a pobreza e as desigualdades sociais. Assinale a alternativa que apresenta pressupostos utilizados pela teoria liberal clássica para compreender a existência da pobreza e que foram também assumidos pela personagem Susanita em suas falas.
 
a) As desigualdades sociais podem ser compreendidas através da análise das relações de dominação entre classes, que determinam o sucesso ou o fracasso dos indivíduos.
b) A existência da pobreza pode ser compreendida a partir do estudo das relações de produção resultantes da exploração de uma classe sobre a outra.
c) A divisão em classes sociais no capitalismo está baseada na liberdade de concorrência; assim, a pobreza decorre das qualidades e das escolhas individuais.
d) O empobrecimento de alguns setores sociais no capitalismo decorre da apropriação privada dos meios de produção, que dificulta a ascensão social da maioria da população.
e) O empobrecimento de grande parte da população mundial decorre da definição pelo imperialismo de políticas econômicas discriminatórias.
 
02 - (UEL – 2004) Em 1840, o francês Aléxis de Tocqueville (1805-1859), autor de A democracia na América, impressionado com o que viu em viagem aos Estados Unidos, escreveu que nos EUA, “a qualquer momento, um serviçal pode se tornar um senhor”. Por sua vez, o escritor brasileiro Luiz Fernando Veríssimo, autor de O analista de Bagé, disse, em 1999, ao se referir à situação social no Brasil: “tem gente se agarrando a poste para não cair na escala social e sequestrando elevador para subir na vida”.
As citações anteriores se referem diretamente a qual fenômeno social?
 
a) Ao da estratificação, que diz respeito a uma forma de organização que se estrutura por meio da divisão da sociedade em estratos ou camadas sociais distintas, conforme algum tipo de critério estabelecido.
b) Ao de status social, que diz respeito a um conjunto de direitos e deveres que marcam e diferenciam a posição de uma pessoa em suas relações com as outras.
c) Ao dos papéis sociais, que se refere ao conjunto de comportamentos que os grupos e a sociedade em geral esperam que os indivíduos cumpram de acordo com o status que possuem.
d) Ao da mobilidade social, que se refere ao movimento, à mudança de lugar de indivíduos ou grupos num determinado sistema de estratificação.
e) Ao da massificação, que remete à homogeneização das condutas, das reações, desejos e necessidades dos indivíduos, sujeitando-os às idéias e objetos veiculados pelos sistemas midiáticos.
 
03 - (UEL – 2006) Contardo Calligaris publicou um artigo em que aborda a prática social brasileira de denominar como doutores os indivíduos pertencentes a algumas profissões, dentre eles médicos, engenheiros e advogados, mesmo na ausência da titulação acadêmica. Segundo o autor, estes mesmos profissionais não se apresentam como doutores no encontro com seus pares, mas apenas diante de indivíduos de segmentos sociais considerados subalternos, o que indica uma tentativa de intimidação social, servindo para estabelecer uma distância social, lembrando a sociedade de castas. A questão levantada por Contardo Calligaris aborda aspectos relacionados à estratificação social, estudada, entre outros, pelo sociólogo alemão Max Weber.
De acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar:
 
a) As sociedades ocidentais modernas produzem uma estratificação social multidimensional, articulando critérios de renda, status e poder.
b) Médicos, engenheiros e advogados são designados de doutores porque suas profissões beneficiam mais a sociedade que as demais.
c) A titulação acadêmica objetiva a intimidação social e a demarcação de hierarquias que culminem em uma sociedade de castas.
d) A intimidação social perante os subalternos expressa a materialização das castas nas sociedades modernas ocidentais.
e) Nas sociedades modernas ocidentais, a diversidade das origens, das funções sociais e das condições econômicas são critérios anacrônicos de estratificação.
 
04 - (UEL – 2008) Leia o texto a seguir:

Unamo-nos para defender os fracos da opressão, conter os ambiciosos e assegurar a cada um a posse daquilo que lhe pertence, instituamos regulamentos de justiça e de paz, aos quais todos sejam obrigados a conformar-se, que não abram exceção para ninguém e que, submetendo igualmente a deveres mútuos o poderoso e o fraco, reparem de certo modo os caprichos da fortuna. (ROUSSEAU, J-J. Discours sur l’origine de l’inegalité. Apud NASCIMENTO, M. M. Rousseau: da servidão à liberdade. In WEFORT, F.
(Org). Os clássicos da política, v. 1. São Paulo: Ática, 1989. P. 195.).
De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que reproduz a relação que Rousseau estabelece entre as ideias de Contrato Social e Desigualdade.
 
a) O Contrato Social, uma imposição do soberano sobre seus súditos, elimina a liberdade natural e faz aumentar a fortuna dos fortes e opressão sobre os fracos.
b) O Contrato Social, obrigações impostas pelos fortes para serem cumpridas pelos mais fracos, amplia a desigualdade e a discórdia social.
c) O Contrato Social, regulamento aplicado a todos, divide igualmente a riqueza e as posses dos fortes entre os mais fracos para poder promover a igualdade social.
d) O Contrato Social, um pacto legítimo, permite aos homens, em troca de sua liberdade natural, a vida em concórdia, ao estabelecer obrigações comuns a todos e equiparar as diferenças que a sorte fez favorecer a uns e não a outros.
e) O Contrato social, um pacto de defesa dos mais fracos, elimina a desigualdade, ao submeter os ricos ao poder dos fracos e assim permite que as posses sejam igualmente distribuídas.
 
05 - (UEL – 2004) Leia a letra da canção.
 
“Tinha eu 14 anos de idade quando meu pai me chamou
Perguntou-me se eu queria estudar filosofia
Medicina ou engenharia
Tinha eu que ser doutor
Mas a minha aspiração era ter um violão
Para me tornar sambista
Ele então me aconselhou:
‘Sambista não tem valor nesta terra de doutor’
E seu doutor, o meu pai tinha razão
Vejo um samba ser vendido, o sambista esquecido
O seu verdadeiro autor
Eu estou necessitado, mas meu samba encabulado
Eu não vendo não senhor!”
(Canção “14 anos” de Paulinho da Viola, do álbum Na Madrugada, 1966).
 
De acordo com a letra da canção, assinale a alternativa correta.
 
a) O sambista vê na comercialização do samba, ou seja, na sua mutação em mercadoria, um processo que valoriza mais o criador que a coisa produzida.
b) Os termos ‘sambista’ e ‘doutor’ servem para qualificar e/ou desqualificar os indivíduos na rigorosa hierarquia social vigente no Brasil.
c) A filosofia, enquanto conhecimento humanístico voltado à crítica social, é desqualificada em relação aos conhecimentos direcionados às profissões liberais.
d) Para o sambista, o valor objetivo da música como mercadoria, medido pelo reconhecimento econômico, é mais relevante do que sua condição de criação artística subjetiva.
e) A expressão ‘terra de doutor’ está relacionada à disseminação generalizada dos cursos superiores no Brasil, responsáveis por uma elevação do nível cultural dos setores populares.
 
06 - (UEM – Inverno 2008) Ao longo da história, várias sociedades foram marcadas por profundas desigualdades sociais e políticas, motivando diferentes interpretações sobre elas. Assinale o que não for correto.
 
a) Para Rousseau, o contrato social teria por objetivo alcançar o bem comum, estabelecendo-se um pacto em que os indivíduos estariam igualmente submetidos à vontade geral da sociedade.
b) O pensamento liberal interpreta as diferenças sociais como o resultado da desigual apropriação dos meios de produção, do capital e da força de trabalho e considera que essa situação leva à dominação entre os indivíduos.
c) Nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil passou por um processo de industrialização, mas sem sair do subdesenvolvimento devido às características de seu modelo de crescimento industrial, que gerou uma acumulação altamente concentrada da riqueza.
d) A partir de 1970, o governo brasileiro conseguiu diminuir as desigualdades no país mediante um desenvolvimento com custo social reduzido, a desconcentração da renda, a absorção da mão-de-obra economicamente ativa e o fim da inflação.
e) Segundo Karl Marx, na sociedade capitalista, o operário cria as mercadorias e apropria-se de uma parcela da sua produção, eliminando as desigualdades sociais.
 
07 - (UEM – Inverno 2008) Em termos sociológicos, assinale o que não for correto sobre o conceito de classes sociais.
 
a) Sua utilização visa explicar as formas pelas quais as desigualdades se estruturam e se reproduzem nas sociedades.
b) De acordo com Karl Marx, as relações entre as classes sociais transformam-se ao longo da história conforme a dinâmica dos modos de produção.
c) As classes sociais, para Marx, definem-se, sobretudo, pelas relações de cooperação que se desenvolvem entre os diversos grupos envolvidos no sistema produtivo.
d) A formação de uma classe social, como os proletários, só se realiza na sua relação com a classe opositora, no caso do exemplo, a burguesia.
e) A afirmação “a história da humanidade é a história das lutas de classes” expressa a ideia de que as transformações sociais estão profundamente associadas às contradições existentes entre as classes.
 

08 - (UFUB) Rousseau, um dos ideólogos da Revolução Francesa, ao tratar da questão da cidadania, concebe os cidadãos como elementos ativos, participantes da autoridade soberana do Estado. Considerando-se que, para ele, a igualdade é condição fundamental para que se possa viver em liberdade, pode-se dizer que, no Brasil, hoje, segundo a lógica do pensamento rousseauniano:
 
A) Vivemos sob um regime democrático, pois, além da igualdade de todos perante a lei, existe plena liberdade de organização partidária.
B) Estamos longe de viver sob um regime democrático, tendo em vista as disparidades econômico-sociais expressas na concentração de renda, o que acabava viciando o processo político de tomada de decisões.
C) Vivemos sob um regime democrático, atestado pelo funcionamento do sistema democrático-parlamentar, condição essencial para a representação da vontade geral.
D) Estamos longe de viver sob um regime democrático, pois este só será lançado quando os interesses particulares forem efetivamente respeitados, sem sofrer qualquer interferência do Estado.
 
09 - (UFUB) Sobre as relações sociais estabelecidas entre os homens no processo de produção capitalista, podemos afirmar que:

 
I – se caracteriza por serem relações de exploração, antagonismo e oposição.
II – as relações estabelecidas entre as classes sociais são complementares, pois só existe em relação à outra.
III – dividem os homens entre proprietários e não-proprietários dos meios de produção.
IV – as desigualdades não constituem a base de formação das classes sociais.
V – entre o capitalista e o trabalhador há uma relação de igualdade, pois ambos são vendedores de sua força de trabalho.
Selecione a alternativa correta:
 
A) I, II e III estão corretas.
B) III, IV e V estão corretas.
C) II, III e IV estão corretas.
D) I, III e IV estão corretas.
 
10 - (UFUB) De acordo com a teoria de Marx, a desigualdade social se explica:
 
A) Pela distribuição da riqueza de acordo com o esforço de cada um no desempenho de seu trabalho.
B) Pela divisão da sociedade em classes sociais, decorrente da separação entre proprietários e não-proprietários dos meios de produção.
C) Pelas diferenças de inteligência e habilidade inatas dos indivíduos, determinadas biologicamente.
D) Pela apropriação das condições de trabalho pelos homens mais capazes em contextos históricos, marcados pela igualdade de oportunidades.
  1. GABARITO:

    1-C
    2-D
    3-A
    4-D
    5-B
    6-E
    7-C
    8-B
    9-A
    10-B

sábado, 26 de abril de 2014

texto e interpretação- 9º ano

Ao perdedor, as latinhas- 9º ANO




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Ao perdedor, as latinhas

Nem a mais visionária das mães-dinás poderia imaginar: o ofício de catador de latinhas tornou-se uma profissão como outra qualquer. Com os ecos da crise econômica se abatendo sobre todos nós, o zé-povinho precisa usar a criatividade para continuar vivo – ou, pelo menos, emitindo alguns, ainda que mínimos, sinais vitais. Resultado: à Lavoisier, o lixo metálico produzido pelas classes A, B, C e D ajuda a comprar brioches para alimentar a classe Z, aquele lumpesinato que cada vez aumenta mais de consistência e volume nas grandes e pequenas cidades do país.
Carnaval é festa esperada com ansiedade por essa nova categoria de profissionais que os IBGEs da vida ainda não catalogaram. Nada mais justo: nesse período, de alto consumo de produtos armazenados em invólucros de alumínio, tiram o pé da lama. E o que se viu por aí, pelas ruas do país, foi um aguerrido exército, sempre à espreita para catar aquela latinha que, displicentemente, alguém acabou de jogar no chão.
Não existe limitação de idade para o exercício da profissão de catador de latinhas. Também não exige formação específica, nem o ensino fundamental completo, nem rudimento de alfabetização. O básico para se tornar exímio profissional do setor é aquela condição humana que nos leva a fazer seja lá que diabo for para não virar comida de abutres.
Salvador, no Carnaval, uma das maiores usinas de geração de latinhas de cerveja e refrigerantes do planeta, é a Meca, o lugar ideal, a cidade dos sonhos de todos esses valentes profissionais que vivem das sobras do lixo ocidental: a Las Vegas deles.
Os catadores de latinhas podem ser família completa: pai, mãe e muitos filhos, todos imersos na faina diária de coletar o maior número possível de peças de alumínio para revenda. Ao final de suada semana de trabalho, podem faturar talvez R$5, talvez R$10, o que pode parecer pouco para gente como a gente, que está na base da pirâmide invertida, também conhecida como elite. Para eles, não. Serve ao menos para adiar a morte por fome, bala ou vício.
No Carnaval de Salvador, o espaço nobre para os catadores de latinhas é aquele, virtual, criado entre a passagem de um bloco de trio e outro. Em ritmo de emboscada, espremidos entre as paredes dos prédios e a multidão que saracoteia ao redor, mergulham sem medo  no lixo alumínico recém-jogado e enchem muitos sacos com as cobiçadas peças.
Ser catador de latinhas pode parecer fácil, mas não é. O.k., não precisa de exame vestibular. Muito menos daquela série de documentos que se costuma exigir quando somos admitidos em algum emprego. Mas o exercício dessa profissão requer rapidez, agilidade, disposição física, fôlego e certo estoicismo. Afinal de contas, não deve ser muito reconfortante para o ego viver das sobras do lixo produzido por outros homens, aparentemente tão filhos de Deus quanto.
De qualquer forma, não será de todo absurdo se, da próxima vez que perguntarmos a alguma criança da periferia das metrópoles o que gostaria de ser quando crescer, ouvirmos: “Quero ser catador de latinhas, tiô!”
(Rogério Menezes, Revista Época de 19 de março de 2001)


INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

01. Assinale a ÚNICA alternativa que NÃO corresponde às idéias apresentadas pelo autor.

A)     As pessoas são levadas a catar latinhas para não morrer de fome.

B)     A luta pela sobrevivência nas cidades fez surgir uma nova profissão: catador de latinhas.

C)     Catar latinhas é uma profissão rendosa, pois permite aos seus profissionais comprar brioches.

D)     É humilhante precisar catar latinhas para sobreviver.
  Resposta:  Letra C
02. Neste texto, o autor critica

A)     as pessoas que jogam latinhas de cervejas ou refrigerantes no chão, sujando as cidades.

B)     a desigualdade social, fazendo com que algumas pessoas tenham que viver do lixo produzido por outras.

C)     o alto consumo de bebidas durante o Carnaval, gerando um aumento excessivo de lixo metálico.

D)     o fato de o zé-povinho catar latas na rua, atrapalhando a imagem do país no exterior.
Resposta:  Letra B

03. Assinale a ÚNICA alternativa em que a palavra ou expressão em destaque NÃO está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto.

A)       “...pai, mãe e muitos filhos, todos imersos na faina diária de coletar o maior número possível de peças de alumínio...” (linhas 19-20) = trabalho

B)       “Nem a mais visionária das mães-dinás poderia imaginar: o ofício de catador de latinhas tornou-se uma profissão...” (linhas 1-2) = videntes

C)       “Resultado: à Lavoisier, o lixo metálico produzido pelas classes A, B, C e D ajuda a comprar brioches para alimentar a classe Z...” (linhas 4-5) = nada se perde, mas se transforma

D)       “...não será de todo absurdo se, da próxima vez que perguntarmos a alguma criança daperiferia das metrópoles...” (linhas 33-34) = vizinhança
Resposta:  Letra D

04. Assinale a ÚNICA alternativa em que as palavras ou expressões NÃO denunciam as condições sub-humanas dos catadores de latinhas:

A)     profissionais que vivem das sobras do lixo ocidental.
B)     categoria de profissionais que os IBGEs da vida ainda não catalogaram.
C)     classe Z.
D)     aguerrido exército.
Resposta:  Letra D
ü  As questões 05 e 06 deverão ser resolvidas relacionando o texto “Ao perdedor, as latinhas”, de Rogério Menezes, com o fragmento transcrito a seguir:
Caixa de texto: “Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir a outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos.
Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.
(Quincas Borba, Machado de Assis)
 

05. Comparando os textos de Rogério Menezes e de Machado de Assis, pode-se dizer que

A)      a paz significa a destruição das duas tribos; da mesma forma a luta de classes deve significar a destruição das classes sociais.

B)      como perdedores, os catadores de latinhas devem ser suprimidos para que as pessoas de outras classes sociais sobrevivam.

C)      os catadores de latinhas e a tribo derrotada na guerra merecem nosso ódio e compaixão.

D)      a classe Z não será exterminada se conseguir sobreviver com o lixo produzido pelas outras classes.
Resposta:  Letra D

06. As expressões “Ao vencedor, as batatas” e “Ao perdedor, as latinhas” permitem-nos concluir que

A)     as batatas e as latinhas vazias são troféus de guerra.
B)     vencedores e perdedores nunca ganham realmente.
C)     as latinhas estão para as batatas assim como as tribos em guerra estão para as classes sociais na batalha do dia-a-dia.

D)     as batatas e as latinhas garantem aos vencedores e perdedores a sobrevivência.

Resposta:  Letra D

05. Comparando os textos de Rogério Menezes e de Machado de Assis, pode-se dizer que

A)   a paz significa a destruição das duas tribos; da mesma forma a luta de classes deve significar a destruição das classes sociais.

B)   como perdedores, os catadores de latinhas devem ser suprimidos para que as pessoas de outras classes sociais sobrevivam.

C)   os catadores de latinhas e a tribo derrotada na guerra merecem nosso ódio e compaixão.

D)   a classe Z não será exterminada se conseguir sobreviver com o lixo produzido pelas outras classes.
Resposta:  Letra D

06. As expressões “Ao vencedor, as batatas” e “Ao perdedor, as latinhas” permitem-nos concluir que

A)   as batatas e as latinhas vazias são troféus de guerra.
B)   vencedores e perdedores nunca ganham realmente.
    C) as latinhas estão para as batatas assim como as tribos em guerra estão para as classes sociais na batalha do dia-a-dia.

    D)  as batatas e as latinhas garantem aos vencedores e perdedores a sobrevivência.

Resposta:  Letra D