terça-feira, 9 de outubro de 2012

uso da crase


Conceito: é a fusão de duas vogais da mesma natureza. No português assinalamos a crase com o acento grave (`). Observe:
 Obedecemos ao regulamento.
                  ( a + o )
Não há crase, pois o encontro ocorreu entre duas vogais diferentes. Mas:
 Obedecemos à norma.
                ( a + a )
Há crase pois temos a união de duas vogais iguais ( a + a = à )

Regra Geral:
Haverá crase sempre que:
I.                   o termo antecedente exija a preposição a;
II.                 o termo conseqüente aceite o artigo a.

Fui à cidade.
( a + a = preposição + artigo )
( substantivo feminino )

Conheço a cidade.
( verbo transitivo direto – não exige preposição )
( artigo )
( substantivo feminino )

Vou a Brasília.
( verbo que exige preposição a )
( preposição )
( palavra que não aceita artigo )

Observação:
Para saber se uma palavra aceita ou não o artigo, basta usar o seguinte artifício:
I.                   se pudermos empregar a combinação da antes da palavra, é sinal de que elaaceita o artigo
II.                se pudermos empregar apenas a preposição de, é sinal de que não aceita.

Ex:      Vim da Bahia. (aceita)
         Vim de Brasília (não aceita)
         Vim da Itália. (aceita)
         Vim de Roma. (não aceita)

Nunca ocorre crase:

1) Antes de masculino.
Caminhava a passo lento.
           (preposição)

2) Antes de verbo.
Estou disposto a falar.
                  (preposição)

3) Antes de pronomes em geral.
Eu me referi a esta menina.
(preposição e pronome demonstrativo)

Eu falei a ela.
(preposição e pronome pessoal)

4) Antes de pronomes de tratamento.
Dirijo-me a Vossa Senhoria.
(preposição)

Observações:
 1. Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, obviamente, a crase:senhora, senhorita e dona.
Dirijo-me à senhora.

2. Haverá crase antes dos pronomes que aceitarem o artigo, tais como: mesma, própria...
Eu me referi à mesma pessoa.

5) Com as expressões formadas de palavras repetidas.
Venceu de ponta a ponta.
                    (preposição)

Observação:
É fácil demonstrar que entre expressões desse tipo ocorre apenas a preposição:
Caminhavam passo a passo.
                        (preposição)

No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser o artigo o e teríamos o seguinte: Caminhavam passo ao passo – o que não ocorre.

6) Antes dos nomes de cidade.
Cheguei a Curitiba.
      (preposição)

Observação:
Se o nome da cidade vier determinado por algum adjunto adnominal, ocorrerá a crase.
Cheguei à Curitiba dos pinheirais.
                          (adjunto adnominal)

7) Quando um a (sem o s de plural) vem antes de um nome plural.
Falei a pessoas estranhas.
 (preposição)

Observação:
Se o mesmo a vier seguido de s haverá crase.
Falei às pessoas estranhas.
(a + as = preposição + artigo)

Sempre ocorre crase:


1) Na indicação pontual do número de horas.
Às duas horas chegamos.
(a + as)

Para comprovar que, nesse caso, ocorre preposição + artigo, basta confrontar com uma expressão masculina correlata.
Ao meio-dia chegamos.
(a + o)

2) Com a expressão à moda de e à maneira de.
A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo que parte da expressão (moda de) venha implícita.
Escreve à (moda de) Alencar.

3) Nas expressões adverbiais femininas.
Expressões adverbiais femininas são aquelas que se referem a verbos, exprimindo circunstâncias de tempo, de lugar, de modo...
Chegaram à noite.
(expressão adverbial feminina de tempo)

Caminhava às pressas.
(expressão adverbial feminina de modo)

Ando à procura de meus livros.
(expressão adverbial feminina de fim)

Observações:
No caso das expressões adverbiais femininas, muitas vezes empregamos o acento indicatório de crase (`), sem que tenha havido a fusão de dois as. É que a tradição e o uso do idioma se impuseram de tal sorte que, ainda quando não haja razão suficiente, empregamos o acento de crase em tais ocasiões.

4) Uso facultativo da crase
Antes de nomes próprios de pessoas femininos e antes de pronomes possessivos femininos, pode ou não ocorrer a crase.
Ex:      Falei à Maria.
      (preposição + artigo)

         Falei à sua classe.
      (preposição + artigo)

         Falei a Maria.
      (preposição sem artigo)

         Falei a sua classe.
      (preposição sem artigo)

Note que os nomes próprios de pessoa femininos e os pronomes possessivos femininos aceitam ou não o artigo antes de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer a crase ou não.

Casos especiais:

1) Crase antes de casa.
A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da pessoa, se não vier determinada por um adjunto adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase.
Por outro lado, se vier determinada por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex:
Volte a casa cedo.
(preposição sem artigo)

Volte à casa dos seus pais.
(preposição sem artigo)
(adjunto adnominal)

2) Crase antes de terra.
A palavra terra, no sentido de chão firme, tomada em oposição a mar ou ar, se não vier determinada, não aceita o artigo e não ocorre a crase. Ex:
Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo)

Se, entretanto, vier determinada, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex:
Já chegaram à terra dos antepassados.
(preposição + artigo)
(adjunto adnominal)

3) Crase antes dos pronomes relativos.
Antes dos pronomes relativos quem cujo não ocorre crase. Ex:
Achei a pessoa a quem procuravas.
Compreendo a situação a cuja gravidade você se referiu.

Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá crase se o masculino correspondente for ao qual, aos quais. Ex:
Esta é a festa à qual me referi.
Este é o filme ao qual me referi.
Estas são as festas às quais me referi.
Estes são os filmes aos quais me referi.

4) Crase com os pronomes demonstrativos aquele (s), aquela (s), aquilo.
Sempre que o termo antecedente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos: aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo, haverá crase. Ex:
Falei àquele amigo.
Dirijo-me àquela cidade.
Aspiro a isto e àquilo.
Fez referência àquelas situações.

5) Crase depois da preposição até.
Se a preposição até vier seguida de um nome feminino, poderá ou não ocorrer a crase. Isto porque essa preposição pode ser empregada sozinha (até) ou em locução com a preposição a (até a). Ex:
Chegou até à muralha.
(locução prepositiva = até a)
(artigo = a)

Chegou até a muralha.
(preposição sozinha = até)
(artigo = a)

6) Crase antes do que.
Em geral, não ocorre crase antes do que. Ex: Esta é a cena a que me referi.
Pode, entretanto, ocorrer antes do que uma crase da preposição a com o pronome demonstrativo (equivalente a aquela).
Para empregar corretamente a crase antes do que convém pautar-se pelo seguinte artifício:
I.                   se, com antecedente masculino, ocorrer ao que / aos que, com o feminino ocorrerá crase;
Ex:      Houve um palpite anterior ao que você deu.
                                      ( a + o )
         Houve uma sugestão anterior à que você deu.
                                      ( a + a )

II.                 se, com antecedente masculino, ocorrer a que, no feminino não ocorrerá crase.
Ex:      Não gostei do filme a que você se referia.
              (ocorreu a que, não tem artigo)
         Não gostei da peça a que você se referia.
               (ocorreu a que, não tem artigo)

Observação:
O mesmo fenômeno de crase (preposição a + pronome demonstrativo a) que ocorre antes do que, pode ocorrer antes do de. Ex:
Meu palpite é igual ao de todos.
(a + o = preposição + pronome demonstrativo)

Minha opinião é igual à de todos.
(a + a = preposição + pronome demonstrativo)

7) há / a
Nas expressões indicativas de tempo, é preciso não confundir a grafia do a (preposição) com a grafia do  (verbo haver).
Para evitar enganos, basta lembrar que, nas referidas expressões:
a (preposição) indica tempo futuro (a ser transcorrido);
há (verbo haver) indica tempo passado (já transcorrido). Ex:
Daqui a pouco terminaremos a aula.
Há pouco recebi o seu recado.



    terça-feira, 14 de agosto de 2012

    texto e interpretação 6ª série- História do Bem-te-vi


    EXTO PARA INTERPRETAÇÃO 11 – HISTÓRIA DE BEM-TE-VI – Nível Fundamental


    TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 6 – HISTÓRIA DE BEM-TE-VI – Nível Fundamental (séries finais)
    Na vida da cidade, o contato com a natureza tem sido anulado, embora o homem, para viver bem, não se deva separar do meio natural. O texto abaixo lembra esta situação, falando de um dos nossos companheiros da natureza que mais alegria traz às pessoas: o passarinho.
    HISTÓRIA DE BEM-TE-VI
    (Cecília Meireles)
    Com estas florestas de arrranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outros até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal que tenha uma árvore.  Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
    Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima…”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é literatura…
    Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
    E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborrecia.
    O que me leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “…te-vi! …te-vi!”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
    Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou-se a uma audácia maior.
    Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar daqui, dali, invisível e brincalhão: “…Vi! …Vi! …Vi!”, o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
    O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam os lemas dos seus brasões? Talvez tenha sido atacado por esses crioulos fortes que agora saem do mato de repente e disparam sem razão nenhuma no primeiro indivíduo que encontram.
    Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar. E cantava asim; “Bem-bem-bem-bem… te-vi!” Pensei: ‘É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!…” Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te … vi!” Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha… Estará soletrando…”. E o passarinho: “Bem-bem-bem … te-te-te … vi-vi-vi!”
    Os ornitólogos devem  saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”
    (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira…!)
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    Vocabulário:
    Ornitólogo – aquele que estuda as aves
    Querejuá – nome de pássaro de plumas de cores vivas e variadas, comum na região litorânea da Bahia e Rio de Janeiro. Também conhecido como cotinga, catingá, crejoá, quereiná e quiruá.
    Twist – dança de origem americana, da década de 1960.
    Team – palavra da língua inglesa traduzida em português como “time”, isto é, grupo esportivo.
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    Após a leitura do texto, responda às questões abaixo:
    A. Marque a alternativa que substitui a expressão que está em destaque nas frases:
    1. Muita gente acha que passarinho seja apenas antiguidade de museu.
    a.(   ) coisa que não existe mais             b.(   ) coisa inútil
    c.(   ) coisa muita antiga                          d.(   ) coisa já esquecida
    2. O canto do bem-te-vi seria um sobressalto providencial em todas as repartições.
    a.(   ) um grande susto                            b.(   ) uma surpresa agradável
    c.(   ) um aviso atrasado                         d.(   ) um acontecimento inesperado e agradável
    3. Um bem-te-vi caprichoso se recusava articular seu nome completo.
    a.(   ) dizer        b.(   ) pronunciar      c.(   ) cantar         d.(   ) explicar
    4. O passarinho limita-se a gritar: “…te-vi!…”
    a.(   ) começa a           b.(   ) contenta-se com             c.(   ) excede-se em           d.(   ) restringe-se a
    5. O bem-te-vi gritava com a maior irreverência grammatical.
    a.(   ) desrespeito       b.(   ) prudência        c.(   ) correção       d.(   ) despreocupação
    6. O bem-te-vi devia estar em todas as repartições para no momento oportuno anunciar sua presença.
    a.(   ) marcado       b.(   ) favorável      c.(   ) impróprio       d.(   ) previsto
    7. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras achei natural seu comportamento.
    a.(   ) revoltadas     b.(   ) precipitadas      c.(   ) descuidadas     d.(   ) impacientes
    B. Assinale a alternativa adequada para completar as frases seguintes, de acordo com o texto:
    1. No texto, o fato é narrado sobretudo com:
    a.(   ) ironia     b.(   ) tristeza      c.(   ) bom humor       d.(   ) saudosismo
    2. No primeiro parágrafo do texto, diz-se que a relação entre o homem e a natureza será:
    a.(   ) cada vez menos frequente               b.(   ) sempre importante
    c.(   ) um privilégio para poucos               d.(   ) coisa esquecida e desnecessária
    3. Em repartições públicas,  canto do bem-te-vi seria uma agradável surpresa porque:
    a.(   ) alegraria os funcionários no trabalho
    b.(   ) lembraria a natureza num local caracteristicamente urbano
    c.(   ) distrairia funcionários e visitantes
    d.(   ) despertaria a curiosidade das pessoas da cidade
    4. O fato interessante que o texto mostra a respeito do passarinho é:
    a.(   ) seu aparecimento no quintal dos vizinhos
    b.(   ) sua viagem com um time de futebol
    c.(   ) a mudança observada no seu canto
    d.(   ) a mudança nas cores de suas penas
    5. O canto “…te-vi! …te-vi!…” seria uma irreverência gramatical porque:
    a.(   ) o verbo deve concordar com o sujeito
    b.(   ) não se deve começar uma frase com pronome pessoal oblique
    c.(   ) deve-se pronunciar corretamente as palavras
    d.(   ) deve-se iniciar frases sempre com maiúsculas
    C. Assinale mais de uma alterntiva de acordo com o texto:
    6. O texto sugere várias causas para o comportamento do bem-te-vi, entre elas:
    a.(   ) o bem-te-vi estava cansado
    b.(   ) estava soletrando sua cartilha
    c.(   ) estava brincando
    d.(   ) o passarinho era gago
    e.(   ) estava fazendo poesia nova
    f.(   ) era um passarinho preguiçoso
    D. Para você pensar e tirar suas conclusões.
    1. O texto fala sobre a possiblidade de haver passarinhos nas repartiçoes públicas. É possível isso acontecer atualmente? (   ) sim    (   ) não       Por quê?
    _______________________________________________________
    GABARITO
    Questão A.
    1. C     2. D    3. B     4. D      5. A      6. B      7. A
    Questão B.
    1. C      2. A   3. B     4. C      5. B
    Questão C .
    Alternativas B, D, E
    Questão D.
    Resposta pessoal.  Por lei brasileira é proibido ter em domicílio doméstico ou ter enjaulado animais silvestres. Se a lei proíbe tê-los em casa, nas repartições públicas é ainda mais impossível de tê-los. Lembrando também que o habitat natural dos animais silvestres é a mata, onde devem ficar livres para ir e vir. Aliás, o direito de ir e vir dos brasileiros é também aplicado aos animais silvestres que vivem no Brasil.

    O primeiro pelo - texto e interpretação 6ª série


    INTERPRETAÇÃO 6ª SÉRIE

    O PRIMEIRO PELO

    Elias, aquele pedacinho de gente, com a cara mais atrevida deste mundo, plantou-se diante do pai, que lia o jornal.
    - Pai, eu já sou um homem!
    Como o pai não desse sinal de ter ouvido, repetiu:
    - Pai, eu já sou um homem!
    - Você sempre foi, meu filho. Desde que nasceu – respondeu, afinal o pai.
    - Isso eu sei. Quero dizer, agora já sou grande.
    - Não me parece que você tenha crescido muito de ontem para hoje ... – disse o pai, olhando o garoto de alto a baixo.
    - É que eu sou ... eu sou ...
    - Já sei. Você quer dizer que se tornou adulto.
    - É, é isso mesmo.
    - E por que o senhor meu filho acha que se tornou adulto de ontem para hoje?
    - O senhor está vendo aqui? – E apontava um pontinho preto no queixo. – Está vendo?
    - Não vejo nada. Venha mais perto. Ahnn! Será que estou vendo um pelinho aí?
    - É o meu fio de barba, pai. Eu já sou um homem.
    - Ora, meu filho! É apenas um fio, e um fio não faz uma barba toda. Aliás, lembra-se de sua avó, minha mãe? A vovó tinha uma verruguinha no queixo e três fios de barba. Veja bem: três fios. Nem por isso ela dizia que era homem!
    - Mas eu já sou um adul... Isso que o senhor disse. Por isso, preciso de aumento de mesada, quero chegar tarde em casa e levar a chave da porta.
    - É uma pena, é uma pena ... lamentou o pai, balançando a cabeça.
    - Pena porque ia dar-lhe um presente agora que você completa doze anos. Mas ... Preciso mudar de presente.
    - Mudar, pai?
    - Claro, quando você era menino, ia ganhar uma bicicleta dessas que você sempre quis. Mas, sendo um homem, vou dar a você um aparelho de barba.
    O garoto apoiou-se num pé, depois no outro, profundamente pensativo. Ah! Ia perder aquela sonhada bicicleta! Resolveu:
    - Pai, vamos fazer uma coisa. Eu deixo pra ficar homem mais tarde e o senhor me dá a bicicleta, certo?
    - Certo – concordou o pai. – E peça à sua mãe para tirar esse pelinho daí com uma pinça. Não fica bem um menino com barba de homem.

    Mário Donato



    1. Exploração do texto – Você deverá copiar as perguntas em seu caderno e respondê-las. Capriche.

    1) O texto conta uma conversa entre duas pessoas. Quais são elas?

    2) Para afirmar que já é um homem, Elias dirige-se ao pai com segurança, com humildade ou com medo? Justifique com citações do texto.

    3) Ao responder que o filho era homem desde que nasceu, o pai referia-se ao aspecto físico, psicológico ou social?

    4) Por que Elias achava que já era adulto?

    5) O fato de ser adulto, segundo Elias, dava-lhe alguns direitos. Quais?

    6) Por que Elias resolveu “deixar para ficar homem mais tarde”?

    2. Extrapolação do texto

    1) Elias achava que já era adulto porque tinha nascido um pelinho de barba. E para você, o que é ser adulto?

    2) O que você pensa do procedimento de Elias? Você concorda? Se você fosse Elias, teria agido do mesmo jeito?

    3) O que você pensa dos adultos? O que eles fazem que lhe agrada? O que eles fazem que não lhe agrada?

    4) Você tem vontade de ser adulto? Por quê?

    texto e interpretação-6ªsérie


    Exercícios sobre Interpretação de texto
    Dicas para uma boa interpretação de texto. Ler o texto, no mínimo três vezes. Observe que
    cada leitura apresenta uma visão diferente sobre o texto.
    Leitura informativa – buscar palavras mais importantes em cada parágrafo que produzam significados.
    Leitura interpretativa – compreender, analisar, sintetizar as informações do texto e o que esta leitura
    requer.
    Compreensão – entender a mensagem real contida no texto.
    TEXTO
    CONSUMISMO
    Os homens, através da tecnologia, inventam a cada dia novas formas de conforto e lazer. E
    objetos que possam atender à demanda do consumo.
    Uma das formas de convencer o consumidor a compra os novos produtos é a publicidade. A
    publicidade é feita das formas mais variadas. Vai de um simples folheto distribuído nas ruas, ou pelos
    correios, até Sofisticados filmes, que contam muito caro e que os anunciantes passam nas principais
    emissoras de televisão ou nos cinemas.
    Nós falamos em televisão, mas é bom lembrar que outros veículos de comunicação – rádios e
    jornais – também vivem do que cobram pelos anúncios. Toda essa carga é jogada em cima das pessoas e
    fica difícil resistir à vontade de comprar. E comprar cada vez mais, mesmo que não se necessite deste ou
    daquele brinquedo, ou eletrodoméstico. Isto é consumismo. Ele atinge mais diretamente as crianças, que
    acabam sempre
    desejando tudo o que é anunciado. Até por que não têm a noção real do valor do dinheiro e a dificuldade
    que seus pais enfrentam para consegui-los.
    O consumismo é um tal que deve ser combatido em todas as idades. Mas é difícil acabar com ele,
    porque as crianças vêem, nas ruas e em suas escolas, os colegas com um tênis da moda ou uma mochila
    nova e logo  querem ter essas novidades. Esse espírito de competição também leva os adultos à compra de
    objetos que são
    absolutamente desnecessários. Se nosso vizinho compra um carro novo, logo queremos trocar o nosso.
    A necessidade da conscientização do que é consumismo é uma busca constante das famílias hoje
    em dia. Também de uma grande parte da sociedade. E  todos reconhecem que é preciso resistir ao
    consumismo.
    (André Carvalho e Alencar Abujamra, Consumidor e consumismo, Coleção “Pegante ao José”, Lê, 1993.)
    1) Segundo o texto, o que é consumismo:
    a) É o espírito de competição.
    b) É um mal que deve ser combatido.
    c) É comprar cada vez mais, mesmo que não necessite.
    d) É uma necessidade de conscientização.
    2) De acordo com o texto, quem é diretamente mais atingida pela publicidade?
    a) Os jovens pelo excesso de vaidade.
    b) Os mais velhos pelo desejo de consumir.
    c) As crianças por não terem noção do valor do dinheiro.
    d) Todas as idades.
    3) A publicidade é feita das formas mais variadas. Isso faz com que:
    a) Os produtos sejam oferecidos.
    b) As pessoas não resistam à vontade de comprar.
    c) As pessoas assistam mais televisão.
    d) Leiam mais jornais. Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 2º Bimestre
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    4) “Toda essa carga é jogada em cima das pessoas...” . Isso significa que:
    a) As pessoas não precisam consumir.
    b) Todos esses estímulos ao consumo são dirigidos com insistência às pessoas.
    c) O consumo fica a vontade das pessoas.
    d) Só quem tem poder de compra consome.
    Gramática
    5) Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas.
    a) após às
    b) após as
    c) após das
    d) após a
    e)após à
    6). _____ dias não se consegue chegar _____ nenhuma das localidades _____ que os socorros se destinam.
    a) Há - à - a
    b) à - a - a
    c) à - à - a
    d) Há - a - a
    e) à - a - a
    7). Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro dispor para ouvir o que tem _____ dizer.
    a) a - à - a
    b) à - a - a
    c) à - à - a
    d) à - à - à
    e) a - a – a

    8). No tocante _____ empresa _____ que nos propusemos _____ dois meses, nada foi possível fazer.
    a) àquela - à - à
    b) aquela - a - a
    c) àquela - à - há
    d) aquela - à - à
    e) àquela - a - há
    9). Chegou-se _____ conclusão de que a escola também é importante devido _____ merenda escolar que é
    distribuída gratuitamente _____ todas as crianças.
    a) à - à - à
    b) a - à - a
    c) a - à - à
    d) à - à - a
    e) à - a - a
    10) Em vez do médico do Milan, o doutor José Luiz Runco, da Seleção, é quem deverá ser o responsável
    pela cirurgia de Cafu. Foi ele quem operou o volante Edu e o atacante Ricardo Oliveira, dois jogadores que
    tiveram problemas semelhantes no ano passado.
    O termo “ele”, em destaque no texto, refere-se:
    a) ao médico do Milan.
    b) a Cafu.
    c) ao doutor José Luiz Runco.
    d) ao volante Edu.
    e) ao atacante Ricardo Oliveira.
      Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 2º Bimestre
    9
    11). Considere o seguinte diálogo:
    I. A:    Por que você está triste?
    II. B:   Porque ela me deixou.
    III. A:   E ela fez isso por quê?
    IV. B:   Não sei o porquê. Tentei acabar com as causas da crise por que passávamos.
    V. A:   Ah! Você se perdeu nos porquês.
    Do ponto de vista gramatical, os termos sublinhados estão corretamente empregados em:
    a) IV somente.
    b) I, III e V somente.
    c) II e IV somente.
    d) I, II, III, IV e V.
    e) II e V somente.
    Redação
    Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. Não
    existem fórmulas mágicas: o exercício contínuo, aliado à leitura de bons autores, e
    a reflexão são indispensáveis para a criação de bons textos. Nesta seção, serão
    apontadas algumas características que você deverá observar na produção de seus
    textos. Desejamos que as dicas apresentadas sejam bastante úteis a você.
    Ler, escrever e pensar
    Saber escrever pressupõe, antes de mais nada, saber ler e pensar. O
    pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua
    vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente
    relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa mal), não escreve
    (ou escreve mal); quem não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).
    Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não  basta ler, é preciso
    entender o que se lê. Entender significa ir além do simples significado das palavras
    que aparecem no texto. É preciso, também, compreender o sentido das frases,
    para que se alcance uma das finalidades da leitura: a compreensão de ideias e, num segundo momento, os
    recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto.
    Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura é ainda uma das formas mais ricas de
    informação, pois grande parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de linguagem escrita.
    Lembre-se: estar bem informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.
    A Redação no Vestibular
    Em vestibulares e concursos, a prova de Redação é um grande fator de
    eliminação. Através dela, as instituições têm um indicador mais concreto da formação
    do aluno, diferentemente das questões de múltipla escolha. Geralmente, exige-se que
    o candidato produza um texto dissertativo. Em menor proporção, podem ser
    solicitados ainda textos narrativos ou descritivos. Conheça as características de cada
    um desses textos:
    1 - DISSERTAÇÃO: dissertar significa “falar sobre”. É o texto em que se expõem ideias, seguidas de
    argumentos que as comprovem. Na dissertação, você deve revelar sua opinião a respeito do assunto.
    2 - DESCRIÇÃO: texto em que se indicam as características de um determinado objeto, pessoa, ambiente
    ou paisagem. Na descrição, você deve responder à pergunta:  Como a coisa  (lugar / pessoa) é? É
    importante tentar usar os mais variados sentidos: fale do aroma, dos cheiros, das cores, das sensações, de
    tudo que envolve a realidade a ser descrita.   Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 2º Bimestre
    10
    3 - NARRAÇÃO: texto em que se contam fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo
    personagens. Lembre-se: você deve “narrar a ação”, respondendo à pergunta: O que aconteceu?
    Dissertação – Estrutura
    1ª parte: Introdução
    No primeiro parágrafo, o autor apresenta o tema que será abordado.
    Dica: anuncie claramente o tema sobre o qual você escreverá e as delimitações propostas.
    2ª parte: Desenvolvimento
    Nos parágrafos subsequentes (geralmente dois), o autor apresenta uma série de argumentos ordenados
    logicamente, a fim de convencer o leitor.
    Dica: argumente, discuta, exponha suas ideias, prove o que você pensa.
    3ª parte: Conclusão
    No último parágrafo, o autor "amarra" as ideias e procura transmitir uma mensagem ao leitor.
    Dica: conclua de maneira clara, simples, coerente, confirmando o que foi exposto no desenvolvimento.
    Atenção:
    A dissertação deve obedecer à extensão mínima indicada na proposta, a qual costuma ser de 25 a 30
    linhas, considerando letra de tamanho regular. Inicialmente, utilize a folha de rascunho e, depois, passe a
    limpo na folha de redação, sem rasuras e com letra legível. Utilize caneta; lápis, apenas no rascunho.
    CONTOS
    Responda:
    12) Quais as características de um conto:
    a) personagens: ____________________________________________________________________
    b) espaço: _________________________________________________________________________
    c) tempo: _________________________________________________________________________
    d) tipos de histórias de um conto:
    __________________________________________________________________________________
    __________________________________________________________________________________
    __________________________________________________________________________________
     
    Título: Pensar três vezes antes de falar qualquer coisa
    Contou Maria Lima Rodrigues, de Itapetininga. Esta "estória" pertence à categoria das histórias de
    exemplo, moralizantes. Parece ser o resumo de outra mais comprida, que ouvimos em Sorocaba, e de que
    damos os pontos principais.
    Enredo: soldado que vai servir o rei. Um ano depois, em vez de soldo, recebe um bolo, para abrir
    só quando estiver com a família e aquele conselho.  De volta, pede pousada numa casa, cujo dono lhe
    mostra a esposa enterrada até a cintura, mas ele nada pergunta, e, por isso, leva-o até uma sala cheia de
    armas, dando-lhe a melhor carabina. Explica-lhe: todos os que perguntaram matou-os confiscando-lhes as
    armas. A mulher estava sofrendo aquele castigo por ser linguaruda. Chegando em casa, o soldado abriu o
    bolo, e tilintaram muitas moedas de ouro que o rei  ali fizera esconder. Era, de fato, um soldado
    obediente, mesmo depois de dar baixa... E merecia o pago. Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 2º Bimestre
    11
    13) Relembrando os elementos da narrativa, quais são os encontrados nesse conto?
    a) Narrador (em que pessoa):__________________________________________________________________
    b) Personagens: _____________________________________________________________________________
    c) Espaço: __________________________________________________________________________________
    d) Tempo: __________________________________________________________________________________
    e)Resuma o enredo:
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    TEXTO.
    Quando a justiça entra em conflito com a lealdade, essa última geralmente leva a melhor. Muitos
    de nós alimentamos e protegemos nossas famílias antes de podermos pensar nas necessidades de nossos
    vizinhos. Muitos de nós estamos muito mais interessados no bem-estar dos nossos compatriotas do que na
    situação das pessoas do outro lado do mundo.
    14). Em relação às idéias do texto, assinale a opção incorreta.
    (A) O senso de justiça entre indivíduos de povos diferentes é superior à lealdade que se dispensa aos
    familiares mais próximo.
    (B) A lealdade geralmente prevalece sobre a justiça quando há conflito entre as duas forças.
    (C) O pensamento relativo às necessidades dos nossos conhecidos é secundário em relação às
    preocupações com os familiares.
    (D) O interesse pelas causas nacionais é prioritário em relação aos contextos do exterior.
    (E) A solidariedade entre pessoas de uma mesma nacionalidade sobrepõe-se à solidariedade para com
    povos estrangeiros.
    A quantas anda a fama dos seres fantásticos e misteriosos que povoam a imaginação popular? Será que
    continuam assustando, pregando peças, encantando as pessoas Brasil afora? No conto que você vai
    ler, os próprios seres misteriosos fazem um balanço da fama.
    UM ENCONTRO FANTÁSTICO
     Todos os anos eles se reuniam na floresta, à beira de um rio, para ver a quantas andava a sua
    fama. Eram criaturas fantásticas e cada uma vinha de um canto do Brasil. O Saci-Pererê chegou primeiro.
    Moleque pretinho, de uma perna só, barrete vermelho na cabeça, veio manquitolando, sentou-se numa
    pedra e acendeu seu cachimbo. Logo apontou no céu a Serpente Emplumada e aterrissou aos seus pés. Do
    meio das folhagens, saltou o Lobisomem, a cara toda peluda, os dentes afiados, enormes. Não tardou, o
    tropel de um cavalo anunciou o Negrinho do Pastoreio montado em pelo no seu baio.
     --- Só falta o Boto --- disse o Saci, impaciente.
     --- Se tivesse alguma moça aqui, ele já teria chegado para seduzi-la --- comentou a Serpente
    Emplumada.
     --- Também acho --- concordou o Lobisomem. --- Só que eu já a teria apavorado.
     Ouviram nesse instante um rumor à margem do rio. Era o Boto saindo das águas na forma de um
    belo rapaz.
     --- Agora estamos todos --- disse o Negrinho do Pastoreio. Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 2º Bimestre
    12
     --- E então? --- perguntou o Boto, saudando o grupo --- Como estão as coisas?
     --- Difíceis  --- respondeu o Saci e soltou uma baforada. --- Não assustei muita gente nessa
    temporada.
     --- Eu também não --- emendou a Serpente Emplumada. --- Parece que as pessoas lá no Nordeste
    não tem mais tanto medo de mim.
     --- Lá no Norte se dá o mesmo --- disse o Boto. --- Em alguns locais, ainda atraio as mulheres, mas
    em outros elas nem ligam.
     --- Comigo acontece igual --- disse o Negrinho do Pastoreio. --- Vivo a achar coisas que as pessoas
    perdem no Sul. Mas não atendi a muitos pedidos esse ano.
     --- Seu caso é diferente --- disse o Lobisomem. --- Você não é assustador como eu, o Saci e a
    Serpente Emplumada. Você é um herói.
     --- Mas a dificuldade é a mesma – discordou o Negrinho do Pastoreio.
     --- Acho que é a concorrência --- disse o Boto. --- Andam aparecendo muitos heróis e vilões novos.
     --- Pois é --- resmungou a Serpente Emplumada. --- Até bruxas andam importando. Tem monstros
    demais por aí...
     --- São todos produzidos por homens e negócios --- disse o Saci. --- É a moda.Vai passar...
     --- Espero --- disse o Lobisomem. --- Bons aqueles tempos em que eu reinava no país inteiro, não
    só no cerrado.
     --- A diferença é que somos autênticos --- disse o Negrinho do Pastoreio. --- Nós nascemos do
    povo.
     --- É verdade --- disse o Boto. --- Mas temos de refrescar a sua memória.
     --- Se pegarmos no pé de uns escritores, a coisa pode melhorar --- disse a Serpente Emplumada.
     --- Eu conheço um ---disse o Saci. --- Vamos juntos atrás dele! --- E foi o primeiro a se mandar, a
    mil por hora, e uma perna só.
    (João Anzanello Carrascoza. In revista Nova Escola. Caderno de Atividades. São Paulo, Abril, março de 2001).
    Compreensão e interpretação
    15)
    a)No conto “Um encontro fantástico”, os personagens são os seres fantásticos e misteriosos das histórias
    populares do folclore brasileiro. Você conhece a história de algum desses personagens? Se você conhece
    algum, escreva o que sabe sobre ele.
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    b) Na sua opinião, qual dos personagens do conto permanece mais vivo na imaginação popular da sua
    região? Por quê?
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    c) Que solução os personagens do conto encontram para voltarem a ter a fama que tinham no passado?
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________
    ___________________________________________________________________________________________  Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 2º Bimestre
    13
    PRODUÇÃO DE TEXTO
    Em seu caderno:
    16) Agora é a sua vez... crie um conto fantástico. Nele, você deverá incluir um dos personagens citados no
    texto lido. Use sua imaginação.
    __________________________________________________________________________________
    PRONOMES INDEFINIDOS
    17) Escreva nos espaços em branco as palavras adequadas e complete os provérbios com pronomes
    indefinidos:   alguns      Ninguém      ninguém      Todos      todos      tudo  
    a) O que podes fazer só, não esperes por_____________ .
    b) Nem __________ o que luz é ouro.
    c) Casa onde não há pão, ___________ ralham e _____________ tem razão.
    d) O Sol, quando nasce, é para ________________.
    e) Quem é amigo de ____________, não é de _______________.
    f) ____________ tem _____________ que lhe baste.
    g) ____________ querem chegar a velho, mas só ____________ querem que lhe chamem.
    18) Pesquise o significado das “expressões de época” solicitadas nas linhas abaixo:
    a)”Sair à francesa”:
    __________________________________________________________________________________
    __________________________________________________________________________________
    __________________________________________________________________________________
    b) "Feito nas coxas"
    __________________________________________________________________________________
    __________________________________________________________________________________
    __________________________________________________________________________________
    c) "Não entendo patavina"
    __________________________________________________________________________________
    _________________________________________________________________________

    terça-feira, 7 de agosto de 2012

    textoeinterpretação-9ºano


    Tropeços - A graça e a lógica de certos enganos da fala


    O compenetrado pintor de paredes olhou as grandes manchas que se expandiam por todo o teto do banheiro do nosso apartamento, as mais antigas já negras, umas amarronzadas, outras esverdeadas, pediu uma escada, subiu, desceu,subiu, apalpou em vários pontos e deu seu diagnóstico:
    - Não adianta pintar. Aqui tem muita "humildade".
    Levei segundos para compreender que ele queria dizer "umidade". E consegui não rir. Durante a conversa, a expressão surgiu outras vezes, não escapara em falha momentânea.
    Há palavras que são armadilhas para os ouvidos, mesmo de pessoas menos humildes. São captadas de uma forma, instalam-se no cérebro com seu aparato de sons e sentidos - sons parecidos e sentidos inadequados - e saltam frescas e absurdas no meio de uma conversa. são enganos do ouvido, mais do que da fala. como o tropeção de uma pessoa de boas pernas não é um erro do caminhar, mas do ver.
    Resultam muitas vezes formas hilárias. O zelador do nosso prédio deu esta explicação por não estar o elevador automático parando em determinados andares:
    - O computador entrou em "pânico".
    Não sei se ele conhece a palavra "pane". Deve ter sido daquela forma que a ouviu e gravou. Sabemos que é "pane", ele assimilou "pânico" - a coisa que nomeamos é a mesma, a comunicação foi feita. Tropeço também é linguagem.
    O cheque bancário é frequentemente vítima de um tropicão desses. Muita gente diz, no final de uma história de esperteza ou de desacordo comercial, que mandou "assustar" um cheque. Pois outro dia encontrei alguém que mandou "desbroquear" o cheque. Linguagens... Imagino a viagem que a palavra "desbroquear" fez na cabeça da pessoa: a troca comum do "l" pelo "r", a estranheza que se seguiu, o acréscimo de um "n" e aí, sim, a coisa ficou parecida com alguma coisa, bronca, desbronquear, sem bronca. Muitas palavras com status de dicionário nasceu assim.
    Já ouvi de um mecânico que o motor do carro estava "rastreando", em vez de "rateando". Talvez a palavra correta lhe lembrasse rato e a descartara como improvável. "Rastrear" parecia melhor raiz, traz aquela ideia de vai e volta e vacila e vacila, como quem segue um rastro... Sabe-se lá. Há algum tempo, quando eu procurava um lugar pequeno para morar, o zelador mostrou-me um quarto-e-sala "conjugal". Tem lógica, não? Muitos erros são elaborações. Não teriam graça se não tivesse lógica.
    A personagem Magda, da televisão, nasceu deles. Muito antes, nos anos 70, um grupo de jornalistas, escritores e atores criou o Pônzio, personagem de mesa de bar que misturava os sentidos das palavras pela semelhança dos sons. Há celebridades da televisão que fazem isso a sério. Na casa dos Artistas, uma famosa queria pôr um "cálcio" no pé da mesa. U&ma estrela da Rede TV! falou em "instintores" de incêndio. A mesma disse que certo xampu tinha"Ph.D. neutro.
    Estudantes e candidatos à universidade também tropeçam nos ouvidos. E não apenas falam, mas registram seus equívocos. Nas provas de avaliação do ensino médio aparecem coisas como " a gravides do problema", "micro-leão-dourado" e, este é ótima, "raios ultraviolentos".
    Crianças cometem coisas tais, para a delícia dos pais. O processo é o mesmo: ouvir, reelaborar, inserir lógica própria e falar. Minha filha pequena dizia "água solitária", em vez de "sanitária". A sobrinha de uma amiga, que estranhava a irritação mensal da tia habitualmente encantadora, ouviu desta uma explicação que era quase uma desculpa e depois a repassou para a irmã menorzinha:
    - A tia Pat está "misturada".
    (ANGELO, Ivan. tropeços; a graça e a lógica de certos enganos. Veja, São Paulo, 23 abr. 2003)

    1. Qual a causa das confusões que as personagens do texto fazem com as palavras? Coloque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas:
    ( ) As brincadeiras com as palavras
    ( ) Palavreas com sons semelhantes, mas significados diferentes.
    ( ) Desconhecimento do significado de algumas palavras.
    ( ) Falta de atenção na hora de falar.

    2. Explique a seguinte frase, dita pelo narrador do texto:
    " Ha palavras que são armadilhas para os ouvidos..."
    ________________________________________________________

    3. Cite pelo menos duas "armadilhas para os ouvidos" citados no texto acima.

    __________________________________________________________

    4. Releia o trecho do texto, depois reeescreva os termos em negrito com as expressões que deveriam ser empregadas:
    " Nas provas de avaliação do ensino médio apareceram coisas como " a
     gravidez do problema" , "micro-leão-dourado" e, esta é ótima, "raios ultraviolentos".

    ________________________________________________________________

    5. Qual o tipo de narrador e em que pessoa foi narrada a história?
    __________________________________________________________________

    II - Análise Linguística:

    1. Leia as orações a seguir, depois assinale a alternativa que contenha a correta função sintática de cada termo:
    I - "O compenetrado pintor
     de paredes olhou as grades manchas..."
    II - "
     Durante a conversa, a expressão surgiu outras vezes..."
    III - " Já ouvi de um mecânico que o
     motor do carro estava "rastreando"..."
    IV - "
     Minha filha pequena dizia "água solitária...."
    a) Complemento Nominal - Aposto - Objeto Direto - Adjunto Adnominal.
    b) Complemento Nominal - Adjunto adverbial - Sujeito - Adjunto Adnominal
    c) Objeto Direto - Adjunto Adnominal - Sujeito - Vocativo.
    d) Objeto Indireto - Aposto - Adjunto Adnominal - Sujeito

    2. Preencha os espaços utilizando uma das alternativas dos par~enteses:
    a) Nunca _____________ sairei contigo! (MAIS/MAS)
    b) Adoramos cinema, __________ preferimos teatro.(MAIS/MAS)
    c)_______________ você vai agora, menino? (AONDE/ONDE)
    d)_______________ eu moro tem muitas árvores e flores. (AONDE/ONDE)

    3. Leia: - Fessora a sinhora ia mi castigá pur arguma coisa que eu num fiz?
    - Claro que não Chico!
    - Inda bem, fessora pruque eu num fiz a lição di casa, hoji.
    ( Chico Bento - Maurício de Sousa)

    a) Classifique quanto à voz verbal: _______________________________
    b)Retire do texto um sujeito simples_____________________________
    c) Um adjunto advervbial____________________________________

    4. Classifique os verbos destacados quanto à transitividade:
    a) O zelador do nosso prédio
     deu esta explicação. ________________________
    b)Clarice
     gostava de sorvete de morango._____________________________

    5. Leia as orações abaixo, depois diga a classe gramatical das palavras destacadas.
    a) "Durante
     a conversa, a expressão surgiu outras vezes..."
    b) " Talvez a palavra correta lhe lembrasse rato e
     a descartara como improvável."
    c) "
     celebridades da televisão..."
    d)".... que fazem isso
     a sério."

    a _______________________ b____________________
    c _______________________ d ____________________



    segunda-feira, 23 de julho de 2012

    Texto e interpretação - O fantasma 6º ano


    Texto e interpretação 4º e 5º ano
    TEXTO: O FANTASMA


    A televisão não tinha chegado até a fazenda porque uma era insuficiente energia. À noite, as mulheres distraíam ouvindo rádio de pilha enquanto costuravam.Os homens gostavam de se se reunir para conversar. O ponto escolhido foi o terreiro de café que ficava entre a casa do administrador ea Casa de D. Alzira: portanto, à distância de um grito.
    Nessa noite, Falavam de fantasmas. Cada um tinha uma história, contar que ouvirá, ou uma experiência pessoal que infelizmente (ou felizmente?) Não provava nada.
    ___Eu Me lembro de um caso interessante__disse vicentino.Os ouvintes mais se aproximaram dele. Por que será que gostamos de ficar bem juntinhos quando ouvimos estórias de fantasmas? Para melhor ouvir? Ou porque sentimos mais seguros estando bem perto uns dos outros? "Eu morava__ num sobrado na cidade e todas as noites acordava com um barulho de correntes que se arrastavam sem andar de cima.Nada de gemidos ou gritos, nem uma palavra. Só aquela corrente que se arrastava para cá e para lá. Um mistério! Era tão impressionante que eu acordava e não conseguia mais dormir.Depois de uma semana assim, eu sempre esperando e procurando Criar coragem, pensei comigo: tenho que dar um jeito nesse danado. Arranjei um um pedaço de pau, nem sei porquê, pois sabia que com fantasma não adianta usar um pedaço de pau, e que assim o barulho começou, subi devagarinho.Quando eu andava, o barulho cessava. Quando eu parava, ouvia a corrente se arrastando. "Ele" devia estar bem perto porque percebia que ia chegando gente. Abri um arranco num porta, entrei depressa e dei um grito para ver se o fantasma se assustava comigo.Sabem que deu certo? Ouvi uma voz rouca e assustadora: roc, rooc, roooc, se não tivesse tão apavorado teria rido valer.Bem uma no meio do quarto, todo arrepiado e Trêmulo, estava ... um papagaio! O bichinho escapava do poleiro todas as noites e "assombrava" a gente passeando de um lado para outro com uma perninha corrente presa na "meninos. Os riram aliviados. Esse era divertido fantasma.

    Maria Teresa Guimarães Noronha. Férias em Xangrilá.

    1) Com relação ao texto podemos dizer que ele é do gênero:
    () Narrativo () instrucional / informativo narrativo () / descritivo () poético () Guia de Turismo bilhete ()

    2) Leia o texto com bastante atenção e responda:

    A) Qual é o fantasma da História ?__________________________________.

    B) Quem contou a história? Quando um contou ?________________________.

    C) Para quem ele um contou________________________________________.

    D) Havia meninos entre uma roda de pessoas ou só adultos? Justifique com as palavras do texto
    .__________________________________________________________________________________________ Onde estavam os ouvintes da História ?__________________________________.

    E) Onde aconteceu o caso do fantasma ?___________________________________.

    F) O Vicentino teve medo do fantasma? () Sim () nãoJustifique uma resposta sua :__________________________________________________________________________

    3) "Ele" devia estar bem perto porque percebia que ia chegando gente.O pronome grifado se refere: () uma Vicentino () ao papagaio

    4) Observe a seguinte frase ". __eu Me lembro__ começou num sobrado ele__ na cidade e todas as noites ..." As palavras são faladas em destaque; () por Vicentino () pelas crianças () pelo papagaio () pelo narrador

    5) Por que podemos dizer que este é um texto narrativo / descritivo._______________________________________________________________
    _____________________

    6) "A distância de um grito" significa: () perto () a uns cem metros. () Um duzentos metros uns. () Longe.

    7) Em "nos sentimos mais seguros estando bem perto". Mais seguro significa: () presos mais. () Mais protegidos. () Econômicos.8) Em um "barulho que se arrastavam sem andar de cima". No andar de cima refere-se: () ao barulho das correntes. () Andar ao (= caminhar) do fantasma. () Ao pavimento superior do sobrado.

    8) "acordava com um barulho de correntes", no texto é equivalente a: () um barulho de corrente me acordava. () Acordava quando ouvia um barulho de corrente.

    9) Leia a frase: "teria rido a valer", como significam palavras destacadas: () bastante para apostar () () ganhar de verdade (para) uma aposta

    10) "O bichinho escapava do poleiro todas as noites e" assombrava "a gente". Os verbos destacados estão no tempo presente, passado ou futuro ?______________. reescreva a frase passando os verbos para o tempo futuro.___________________________________________________________________.
     
    11) Escreva uma frase por que com, porque e por quê :_____________________________________________________________________________