terça-feira, 4 de novembro de 2014

Exercícios sobre vozes verbais e verbos irregulares

Atendendo a pedidos, alguns exercícios para quem quer ter um bom desempenho na próxima prova! Vozes verbais e Verbos irregulares.

1. Preencha as lacunas corretamente, usando os verbos irregulares no tempo pedido:

a. Ainda que eu ____________ o torcedor mais fanático, meu time ainda perde. (Ser/Presente do Subjuntivo)

 b. Eles _____________ muitos amigos, mas todos eles ___________ embora. (Ter/ Ir/ Pretérito Imperfeito do Indicativo)

c. Eu _____________ uma linda canção para você (Compor/ Pretérito Perfeito do Indicativo)

d. Se ele _____________ mais esperto, ___________ o que está acontecendo (Ser/ Ver/ Futuro do Pretérito do Indicativo)

e. João e Maria ________ até a floresta em busca de ouro. (Ir/ Futuro do Presente do Indicativo)

f. Eu ______ o que ________. (Ser/ Presente do Indicativo)

g. Tu ____________ muito dinheiro na poupança antes de falir (Reter/ Pretérito Imperfeito do Indicativo)

h. Vós __________ doentes nestes últimos dias? (Estar/ Pretérito Perfeito do Indicativo)

i. Filipe e eu ____________ para a festa. (Vir/ Presente do Indicativo)

 j. Quando tu __________ o José, me avise. (Ver/ Futuro do Subjuntivo)


2. Identifique as Vozes Verbais usando para Voz Ativa (VA), Passiva Analítica (VPA), Passiva Sintética (VPS) e Reflexiva (VR):
O1. Alugaram-se todas as casas da vila.
02. O garoto feriu-se com o canivete.
03. O homem é corrompido pela sociedade.
04. Consertam-se aparelhos eletrônicos.
05. Felipe plantou uma rosa.
06. Os meninos admiravam a locomotiva.
07. João foi ferido por Paulo.
08. A moça admirava-se no espelho.
09. Não se vê viva alma na praça.
10. Os pais educam os filhos.
11. Os dois pretendentes insultaram-se.
12. O cachorro ficou esmagado pelas rodas do carro.
13. Eu machuquei o rapaz.
14. Todos comeram uma fatia do bolo.
15. Nunca se ouviram queixa dele.
16. A casa foi vendida pelo corretor.
17. Abraçaram-se com alegria e emoção.
18. Ele fez todo o trabalho em apenas um dia.
19. Os dois falaram-se rapidamente.
20. Cortaram o cabelo da criança.
21. Carla foi correr no parque.
22. O cabelo da criança foi cortado.
23. Praticam-se ações humanitárias.
24. O Detento havia sido libertado pelo juiz.
25. A apresentação agradou ao público.

Mais um pouquinho...

3. Continuem classificando as vozes verbais...

1. Eu machuquei o rapaz.
2.  Todos comeram uma fatia do bolo.
3. Nunca se ouviram queixa dele.
4. A casa foi vendida pelo corretor.
5. Abraçaram-se com alegria e emoção.
6. Ele fez todo o trabalho em apenas um dia.
7. Os dois falaram-se rapidamente.
8. Cortaram o cabelo da criança.
9. Carla foi correr no parque.
10. O cabelo da criança foi cortado.
11. Praticam-se ações humanitárias.
12. O Detento havia sido libertado pelo juiz.

Aqui umas questões objetivas para vocês "treinarem"... Concentração, pessoal!

1. A locução verbal que constitui voz passiva analítica é:

a) fazer essa operação?
b) Você teria realizado tal cirurgia?
c) Realizou-se logo a intervenção.
d) A operação foi realizada logo.

2. O seguinte período apresenta uma forma verbal na voz passiva: "as pessoas comprometidas com a corrupção deveriam ser punidas de forma mais rigorosa". Qual a alternativa que apresenta a forma verbal ativa correspondente?

a) deveria punir
b) puniria
c) puniriam
d) deveriam punir

3. A oração "o alarma tinha sido disparado pelo guarda" está na voz passiva. Assinale a alternativa que apresenta a forma verbal ativa correspondente.

a) disparara
b) fora disparado
c) tinham disparado
d) tinha disparado

4. A oração "o engenheiro podia controlar todos os empregados da estação ferroviária" está na voz ativa. Assinale a forma verbal passiva correspondente.

a) podiam ser controlados
b) seriam controlados
c) podia ser controlado
d) controlavam-se

5. Assinale a oração que não tem condições de ser transformada em passiva.

a) As novelas substituíram os folhetins do passado
b) O diretor reuniu para esta novela um elenco especial
c) Alguns episódios estão mexendo com as emoções do público
d) O autor extrai alguns detalhes do personagem de pessoas conhecidas

Instruções para as questões subsequentes: Passe a frase dada, se for ativa, para a voz passiva, e vice-versa. Assinale a alternativa que, feita a transformação, substitui corretamente a forma verbal grifada, sem que haja mudança de tempo e modo verbais.

6. Não se faz mais nada como antigamente.

a) é feito
b) têm feito
c) foi feito
d) fazem


7. Saí de lá com a certeza de que os livros me seriam enviados por ele, sem falta, na data marcada.

a) iria enviar
b) foram enviados
c) enviará
d) enviaria

8. Em meio àquele tumulto, ele ia terminando o complicado trabalho.

a) foi terminando
b) foi sendo terminado
c) foi terminado
d) ia sendo terminado

9. Seria bom que o projeto fosse submetido à apreciação da equipe, para que se retificassem possíveis falhas.

a) submeteram - retifiquem
b) submeter - retificar
c) submetessem - retificassem
d) se submetesse - retifiquem

10. Se fôssemos ouvidos, muitos aborrecimentos seriam evitados.

a) ouvíssemos - estaríamos
b) formos ouvidos - serão evitados
c) nos ouvissem - se evitariam
d) nos ouvissem - evitariam


Gabarito nas aulas de aprimoramento.

texto e interpretação 8º ano

Atividades de interpretação - 8º e 9º

Conversa de botequim
Vadico e Noel Rosa

Seu garçom faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada,
Um pão bem quente com manteiga à beça,
Um guardanapo
E um copo d`água bem gelada
Fecha a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto
A ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

Se você ficar limpando a mesa,
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro,
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro

Telefone ao menos uma vez
Para 34-4333
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom me empreste algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro,
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure essa despesa
No cabide ali em frente

1)     Logo no primeiro verso, por meio do uso de um vocativo, fica claro quem fala e quem escuta nessa “conversa”.
a)     A quem a personagem que fala na canção se dirige?
b)     Quem é a personagem que fala?

2)     Observe como o tamanho dos versos desta canção varia muito. Pensando também no título, como você explicaria esse fato?

3)     No entanto, para realizar-se como canção, a letra e a melodia devem manter ainda alguma regularidade. Assinale as rimas da canção.

4)     Em que modo estão os verbos usados pela personagem para se dirigir ao garçom? Por quê?

5)     Na primeira estrofe, o “cliente” faz ao garçom uma série de pedidos.
a)     O que ele pede?
b)     Esses pedidos são adequados à situação?

6)     Na segunda estrofe outros pedidos são feitos.
a)     Quais são eles?
b)     Esses pedidos são adequados à situação?

7)     Na última estrofe, o “cliente” parece passar dos limites.
a)     O que ele pede ao garçom?
b)     Explique por que esses pedidos excedem o que se espera que um cliente peça a um garçom.
c)     Como o botequim é chamado pelo cliente?
d)     O que esse cliente vai fazer no botequim?

8)     Por ser o fragmento de um diálogo, “Conversa de botequim” reforça a coloquialidade própria do gênero canção. Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta.


Gabarito:
1)     Logo no primeiro verso, por meio do uso de um vocativo, fica claro quem fala e quem escuta nessa “conversa”.
a.      A quem a personagem que fala na canção se dirige? Ao garçom.
b.      Quem é a personagem que fala? O cliente de um bar ou botequim.

2)     Observe como o tamanho dos versos desta canção varia muito. Pensando também no título, como você explicaria esse fato? A canção imita a fluidez e a coloquialidade da fala.

3)     No entanto, para realizar-se como canção, a letra e a melodia devem manter ainda alguma regularidade. Assinale as rimas da canção.

4)     Em que modo estão os verbos usados pela personagem para se dirigir ao garçom? Por quê?
Os verbos estão no imperativo. Eles definem o tipo de relação que se estabelece entre as personagens da canção.
5)     Na primeira estrofe, o “cliente” faz ao garçom uma série de pedidos.
a.      O que ele pede?
Um média (xícara de café com leite), um pão quente com manteiga, um guardanapo e uma gelada.

b.      Esses pedidos são adequados à situação?
Sim, pois são pedidos de um cliente a um garçom de botequim.
6)     Na segunda estrofe outros pedidos são feitos.
a.      Quais são eles?
Para que o garçom não limpe a mesa e para que traga uma caneta, um tinteiro, um envelope um cartão, palitos, cigarro, revistas, isqueiro e cinzeiro.
b.      Esses pedidos são adequados à situação?
Não são mais pedidos apropriados a um botequim, pois incluem itens encontrados na tabacaria ou na papelaria.
7)     Na última estrofe, o “cliente” parece passar dos limites.
a.      O que ele pede ao garçom?
Pede para que o garçom ligue para um número e ordene a um tal de Osório que mande um guarda-chuva; pede dinheiro emprestado e pede para que o gerente “pendure” a conta.
b.      Explique por que esses pedidos excedem o que se espera que um cliente peça a um garçom.
Os pedidos da última estrofe são inusitados, o que ajuda a produzir o humor na canção. Eles imitam uma relação de patrão com empregado, ou de pessoa muito “espaçosa”, em ambiente familiar.
c.      Como o botequim é chamado pelo cliente?
Nosso escritório.
d.      O que esse cliente vai fazer no botequim?
Provavelmente, ele é um poeta, um sambista que vai ao botequim para compor suas canções.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

texto e intwerpretção- 9º ano

Duas e três - crônica- Interpretação 8º/9º anos

Duas e três


Levei um susto quando aquela voz soprou em minha nuca:
          - Se tu é bom, mata essa: “Não durmo no Rio porque tenho pressa; duas e três.”
 Voltei-me para ver quem falava. Era um homem quarentão, alto e gorducho, de roupas imundas, rasgadas, e cara encardida. Uma cara simpática de gângster regenerado.
 Ele ria:
- Mata essa, vamos!
 Era de manhã cedo, em junho, e fazia um frio agradável. Acordara e, sem ter para onde ir, sentei-me naquele banco da praça Floriano, em frente à Biblioteca Nacional, à espera de que ela abrisse. Meu velho terno marrom esfiapava nas mangas, o sapato empoeirado, a barba por fazer. “Esse homem está me tomando por um vagabundo”, pensei comigo. E achei divertido.
          - Matar o quê?
  - A charada, meu besta!
O velho se debruçava em cima de mim, com um riso gozador. Fedia a suor e molambo. Afastei-o um pouco, com o braço e, meio sem saber o que fizesse, acedi.
 - Como é mesmo a charada?
- Só repito esta vez, tá bom? “Não durmo no Rio porque tenho pressa; duas e três”
          Sempre fui um fracasso para matar charadas. Fiz um esforço para penetrar nas palavras, mas em vão.
         - Digo mais. – esclareceu-me o vagabundo. – Chaves: “Não durmo no Rio” e “Rio”. Conceito: “pressa”... Mas você é burro, hei.
Donde diabo viera aquele cara impertinente, para me obrigar a resolver uma charada àquela hora da manhã? Mas meu orgulho estava em jogo. Pensava e o pensamento escapulia.
         - Não consigo decifrar. Não me amola.
- Então você perdeu.
- É, perdi.
- Então paga.
- Paga o quê?
- Duas pratas, meu Zé. Você perdeu!
 Era incrível. Comecei a rir. Ele também ria e dizia: “Paga, duas pratas.” Dei-lhe uma cédula de dois cruzeiros e fiquei ali rindo enquanto ele se afastava arrastando seus sapatos furados.
Semanas depois, estava eu no Passeio Público, quando ele veio com a mesma conversa, com se nunca me tivesse visto. “Mata essa: não durmo no Rio, porque tenho pressa; duas e três.” Respondi-lhe em cima da bucha: “Não durmo, velo; no Rio. cidade: velocidade. “Ele ficou desapontado. “Você perdeu”, disse-lhe eu.“Paga duas pratas.” Olhou-me sério, meteu a mão no bolso e estendeu-me duas notas imundas. Fomos tomar juntos um café na Lapa.

GULLAR, Ferreira. O melhor da crônica brasileira. 1 Ferreira
Gullar...[ET al.]. – 5ª Ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.


Após ler o texto com atenção, responda as questões abaixo:


01.A narrativa está em 1ª ou 3ª pessoa? Retire do texto um trecho que justifique sua resposta.

02. Onde e  quando aconteceu o primeiro encontro entre os dois homens?

03.Para o narrador o que lhe pareceu ser o homem que o abordara?Assinale a alternativa correta:
a) um vagabundo de rua            b) um mágico de rua
c)  um vigarista                           d) um trabalhador desempregado

04. Assinale a alternativa correta:
a) O narrador achou muito comum e normal a  abordagem que lhe foi feita pelo homem.
b )O narrador repeliu, veementemente, o homem.
c) Apesar de ter achado estranha a abordagem, o narrador acabou se envolvendo com a simpatia do desconhecido.
d) O estranho queria extorquir o narrador.

05. Qual a palavra que melhor se aproxima de um sinônimo para a palavra charada?
a) duelo                  b) disputa                 c) comando                 d) enigma    
06. Na frase “Este homem está me tomando por um vagabundo.” a expressão
destacada significa:
a)“parecendo com”                          b) “comparando com”
c) “acompanhado por”                    d) “discordando de”

07. O narrador pagou duas pratas ao velho porque:

a)jamais estivera naquela situação.
b)pela conversa agradável do homem.
c)não conseguiu decifrar a charada.
d)porque o homem estava com fome.

08. Em “Mata essa, vamos!” o termo destacado tem o mesmo sentido de:

a) elimina             b) abate                    c) extermine                  d) resolve

09. O texto se desenvolveu em torno:

a)da amizade impossível entre duas pessoas que pouco se conheciam.
b)da camaradagem entre dois homens apreciadores de charadas
c)do encontro inesperado entre pessoas que não se conheciam
d)do hábito das pessoas frequentarem praças e bibliotecas


10.A que se referem as palavras duas e três, que formam o título do texto?


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

texto e interpretação- 9º ano

° Texto

Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. (Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)

1) Pode-se afirmar, com base nas idéias do autor-personagem, que se trata: 
a) de um texto jornalístico 
b) de um texto religioso 
c) de um texto científico 
d) de um texto autobiográfico 
e) de um texto teatral

2) Para o autor-personagem, é menos comum: 
a) começar um livro por seu nascimento. 
b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte. 
c) começar um livro por sua morte. 
d) não começar um livro por sua morte. 
e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte.

3) Deduz-se do texto que o autor-personagem: 
a) está morrendo. 
b) já morreu. 
c) não quer morrer. 
d) não vai morrer. 
e) renasceu.

4) A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos: 
a) escreveram livros. 
b) se preocupam com a vida e a morte. 
c) não foram compreendidos. 
d) valorizam a morte. 
e) falam sobre suas mortes.

5) A diferença capital entre o autor e Moisés é que: 
a) o autor fala da morte; Moisés, da vida. 
b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, religioso. 
c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte. 
d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela morte. 
e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de Moisés.

6) Deduz-se pelo texto que o Pentateuco: 
a) não fala da morte de Moisés. 
b) foi lido pelo autor do texto. 
c) foi escrito por Moisés. 
d) só fala da vida de Moisés. 
e) serviu de modelo ao autor do texto.

7) Autor defunto está para campa, assim como defunto autor para: 
a) intróito 
b) princípio 
c) cabo 
d) berço 
e) fim

8) Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca seu (sua): 
a) conformismo diante da morte ; 
b) tristeza por se sentir morto 
c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova situação 
d) otimismo quanto ao futuro literário 
e) atividade apesar de estar morto

GABARITO:
1-d 2-c 3-b 4-e 5-d 6-c 7-d 8-e
Poderá ta

quinta-feira, 3 de julho de 2014

modelos de dissertação-

MODELOS DE DISSERTAÇÃO EM PROSA - TEXTOS DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVOS

A FALTA DE VONTADE POLÍTICA QUANTO À VIOLÊNCIA

Antigamente, quando se falava em assalto, todos ficavam apavorados, sabendo que se tratava de uma situação específica e que dificilmente voltaria a repetir-se; hoje esse ato já é considerado “normal”, e essa normalidade têm tornado as autoridades desmotivadas a resolver, de fato, a situação. Simples: não lhes interessa que as pessoas fiquem sossegadas, sem depender dos discursos e falatórios em época de campanha.

Se todos estivessem em situação de paz, se o número de assaltos e de delitos fosse pequeno e , portanto, não houvesse preocupação, o que os candidatos proporiam em época de eleição? Qual seria o argumento para se pedir voto? É visível o desinteresse e a “desresponsabilização” daqueles que deveriam garantir aquilo a que nossos impostos se destinam. O Governo Federal culpa os Estados que culpam o Governo Federal, e os Municípios, estes nem reclamar podem e, se o fazem, não são ouvidos.

Resolver o problema da violência é tarefa quase impossível. Por mais que se fale que a educação previne a violência, a abordagem atual é de solucionar algo que se arrasta há muito tempo, portanto, medida emergencial. Mas, havendo vontade política, esse quadro alarmante de insegurança da população poderá mudar muito nos próximos anos. É preciso entender que a educação já deveria ter sido valorizada antes para que o drama não ocorresse hoje. Mas, como isto se dá a longo prazo, atitudes firmes precisam ser, urgentemente, tomadas.

A população precisa arregaçar as mangas e tomar uma posição frente ao descaso da segurança. Chega de ser lesado o tempo todo, com falácias inconcretas, que não eliminam tal realidade. Mobilizar-se, cobrar das autoridades, organizar-se civilmente seria uma sugestão interessante de se seguir. Caso contrário, daqui a dez anos, talvez nem estejamos vivos para reivindicar.



MERCADO DE TRABALHO: QUALIFICAÇÃO E INICIATIVA

O mercado de trabalho nunca foi uma expressão tão utilizada como agora. A preocupação por um futuro promissor, mais do que nunca, tem sido muito percebida nos dias atuais, em que se exige muita qualificação profissional e capacidade de iniciativa.

(INTRODUÇÃO)

Ser profissional não é simplesmente atuar numa área de trabalho, ter um emprego e exercer algumas funções. Quem não procura melhorar naquilo que realiza, obtendo cada vez mais informações para otimizar o serviço prestado tem a iminência do desemprego à sua frente. Não se admite mais o trabalho baseado no senso comum, sem o mínimo de conhecimento técnico-científico que permita a esse profissional satisfazer as necessidades contemporâneas, inclusive sendo versátil, quando preciso.
(DESENVOLVIMENTO – 1º ARGUMENTO)
Outro elemento decisivo para a manutenção do emprego é a iniciativa. E ela está intimamente ligada ao trabalho em equipe. Colaborar para que uma tarefa seja realizada, mesmo não sendo diretamente ligada àquilo que se faz, contribui para o fortalecimento daquele grupo, empresa, instituição pública ou qualquer outra esfera. Eis aí um dos fatores mais importantes para ser absorvido pelo mercado de trabalho, cuja ausência provoca um efeito contrário, de conseqüências traumáticas.

(DESENVOLVIMENTO – 2º ARGUMENTO) 

Nos dias atuais, o profissional que quiser ser bem-sucedido precisa reunir uma série de características, trabalhar em vários campos, relacionar-se bem com as pessoas e ser completamente dedicado. A situação em que se encontra a economia não dá chances a deslizes, por menores que sejam, e cabe a todo profissional a busca incessante para que o tal mercado de trabalho deixe de ser um monstro e passe a ser a solução.

(CONCLUSÃO – SUGESTÃO OU SOLUÇÃO)


REALITY SHOWS: É SÓ MUDAR DE CANAL


Os reality shows dividem a  opinião dos brasileiros, alimentando uma antiga discussão sobre a programação de nossas emissoras, especialmente no gênero entretenimento. No debate, é costume focar-se na questão que envolve a exposição demasiada da vida dos participantes, apelo sexual e conflitos por uma vaga na final, com a chance de se faturar uma premiação excepcional em dinheiro, principal objetivo dos integrantes.

Hoje, o mais famoso desses programas é o BBB - Big Brother Brasil. Iniciado há cerca de dez anos, o atrativo já viveu dias de maior credibilidade. O questionamento mais fervoroso deu-se no início de 2012, quando foi veiculado vídeo contendo cenas de sexo entre Monique e Daniel, supostamente sem o consentimento dela. Fatos dessa natureza reforçam a tese dos que se dizem contra esse tipo de programação, por se apresentar vulgar e com maus exemplos de conduta. 
Na verdade, as emissoras de TV que oferecem esse modelo de atração lucram bastante com os anunciantes e não estariam nem um pouco dispostos a substituí-los por programas educativos, culturais, o que seria bem melhor para o país. Por esse mister, tal idéia é incogitável. No entanto, aqueles que - por acaso - nao afinam com tal atração têm - hoje muito mais do que antes - opções abundantes para escolher gêneros diferentes, sem se incomodarem com os reality shows.
Logo, apesar de se conceber como uma programação que de fato não acrescenta muito para quem deseja algo com mais conteúdo cultural ou educativo, bani-la seria enfatizar a censura dos tempos ditatoriais, atitude que não fazer parte dos dias atuais. Afinal, se o telespectador não suporta tais programas têm - democraticamente - a liberdade de ignorá-los. É só mudar de canal, e o Estado Democrático de Direito reinará quase que absoluto.


O BRASIL COMO 6ª ECONOMIA MUNDIAL: CONTRADIÇÃO


Não há como negar que o Brasil tem sido observado de modo diferente no cenário econômico internacional. Em pouco mais de uma década, o salto dado pelo País começou a provocar o interesse de investidores e tornou-se possível não somente superar a grande crise mundial, mas também conquistar o posto de 6º lugar entre os países mais industrializados. Contraditoriamente, tal avanço não foi convertido ainda em melhorias concretas à população.

Um dos pontos que explicam tal paradoxo é a falta de investimento em educação e tecnologia, problema eternamente insolúvel, mesmo agora com a situação favorável. Escolas ainda sem equipamentos de informática, professores sem formação e, consequentemente, mal remunerados; áreas de ciências exatas (física, química e matemática) sem profissionais disponíveis; cidadãos sem o mínimo nível de leitura e compreensão textual. Tais aspectos travam o desenvolvimento do país, especialmente quando se sabe que o Governo facilita a entrada nas universidades, sem ter-se focado no ensino básico, inversão prejudicial ao crescimento.


Outro fator que se torna contrastante ao bom momento econômico que o Brasil atravessa é a má distribuição de renda, mais um crônico problema. A riqueza existente foi parar nas mãos de pouquíssimos indivíduos, enquanto grande parte da população brasileira vive - se não de esmolas como antes - mas do Programa Bolsa Família, cujo valor global é gigantesco, porém individualmente é irrisório.
Nessa perspectiva, a dualidade reforça a idéia de que não basta estar entre os mais ricos; é preciso que isso se converta em mais educação, mais cultura, maior qualificação. Quando se têm esses bens acessíveis, a distribuição de renda passa a ser mais justa e a diferença entre ricos e pobres diminui. Dessa forma, seria vantajoso ter a 6ª economia mundial. Do contrário, só os que já são privilegiados continuarão a se beneficiar.



ABORTO DE ANENCÉFALOS: O TRIBUNAL ACERTOU?


Como se sabe, o Brasil é um país predominantemente cristão, o que acaba interferindo nos posicionamentos sobre assuntos polêmicos, como aborto, união homossexual, divórcio. A descriminalização do aborto de anencéfalos provocou reações da sociedade, em que alguns perderam a real noção do papel atribuído ao STF, como se aquele Colegiado tivesse de levar em conta aspectos como religiosidade, moralidade, compaixão.
A Justiça, em vários casos, já aprovou inúmeros procedimentos para retirada de fetos nascidos com anencefalia (sem partes do cérebro). O que o Supremo Tribunal Federal fez simplesmente foi tornar lícito esse ato, sem a necessidade de autorização judicial, como ocorria antes da votação. Se uma mãe comprovar a anencefalia de seu embrião, não precisará ficar a espera vários meses até que um juiz sensível resolva a situação. Isso alivia a situação de muita gente que precisava passar pela provação de 9 meses, sabendo que o filho poderia morrer assim que nascesse.
Como o Brasil é um país cuja religiosidade é notória, faz-se compreensível que haja questionamentos de segmentos contrários à prática do aborto em qualquer circunstância. No entanto, tais grupos devem ter em mente o sofrimento que uma família atravessa ao ser dignosticada a anencefalia. O órgão máximo de justiça brasileiro não teve por finalidade incentivar a prática indiscriminada desse procedimento, como muitos afirmam, visto que tal decisão é individual e intransferível, sendo respeitados os posicionamentos de cada cidadão.
Como se pode observar, a decisão do Tribunal Supremo não se trata de uma afronta à vida. A votação por 8 x 2 considerou aspectos jurídicos, baseados na cessão do direito à livre escolha que, segundo os juízes, não afeta a vida, visto que ela ainda não se constitui quando se trata de feto. A decisão foi, sim, acertada, especialmente porque faculta à mãe, proprietária do corpo e do embrião, a realizar ou não, conforme seu desejo, o aborto de anencéfalo.


O STF RATIFICA A CONSTITUIÇÃO: IGUALDADE PARA TODOS


A aprovação da união civil entre homossexuais, como se poderia esperar, tem causado posicionamentos extremos pela sociedade, cuja população discute o acerto ou equívoco por parte do Tribunal máximo do País, à maioria das vezes com bases religiosas e moralistas. 
Alguns pontos não devem ser esquecidos, que são a amoralidade, arreligiosidade e neutralidade total do STF. Colegiado de caráter jurídico, os ministros votaram a matéria, tomando como base princípios defendidos e - melhor - garantidos pela Constituição Federal, segundo a qual todos têm os mesmos direitos enquanto cidadãos brasileiros. Isso inclui negros, brancos, homens, crianças, crédulos, incrédulos, heteros e homossexuais, sem distinção, os quais, constituindo família, devem assegurar tudo o que lhes for devido, durante tal "contrato matrimonial". 
Embora alguns segmentos motrem-se contrários à decisão, por princípios religiosos e morais, especialmente - os quais também precisam ser respeitados - não podem esquecer-se que a moral e a religião devem primar pela equidade e pela justiça, aspectos fundamentais na construção de um Estado Democrático de Direito. Em nenhum momento, é viável pensar num incentivo à prática homossexual, mesmo porque não é competência de um plenário jurídico ocupar-se de temas ligados estritamente à sexualidade.
Nessa perspectiva, o Supremo Tribunal Federal, a despeito de muitos questionamentos que possa haver cumpriu o papel que dele se espera sempre: garantir que os cidadãos de uma nação - independentemente de qualquer particularidade - vivam dignamente sem distinção qualquer que venha a afrontar os seus direitos, enquanto parte de um país democrático.